Eleição leva ao Senado esposas e filhos de lideranças políticas
Eleitos incluem familiares de Bolsonaro, Caiado e governadores escolhidos neste domingo; relações de parentesco se estendem às suplências
As eleições deste domingo (4) levaram ao Senado esposas e filhos de lideranças políticas nacionais e estaduais. Entre os eleitos estão Michelle e Carlos Bolsonaro (PL), mulher e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e Gracinha Caiado (União Brasil), casada com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Em Alagoas e no Amapá, Marina JHC (PSDB) e Rayssa Furlan (Podemos) conquistaram vagas na mesma eleição em que seus maridos venceram as disputas pelos governos estaduais.
O grupo reúne estreantes em cargos eletivos e políticos com carreiras consolidadas. Embora tenham percursos diferentes, suas vitórias mostram como a chegada de novos nomes ao Senado também pode dar continuidade à presença de famílias nas instituições.
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Publicado em 2026-10-05 02:09:31Michelle Bolsonaro venceu pelo Distrito Federal e assumirá como senadora o seu primeiro mandato. Primeira-dama entre 2019 e 2022, ela atuou em iniciativas de voluntariado e inclusão de pessoas com deficiência durante o governo do marido.
Já Carlos foi eleito por Santa Catarina após construir sua carreira como vereador do Rio de Janeiro. Filho de Jair Bolsonaro e enteado de Michelle, ele transferiu o domicílio eleitoral para o estado do Sul. Os dois representarão, assim, unidades distintas da Federação.
Em Goiás, Gracinha Caiado venceu sua primeira disputa eleitoral. Mulher de Ronaldo Caiado, que concorreu à Presidência neste ano, ela chega ao Legislativo após atuar na gestão de políticas sociais do estado. Foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais.
Em Alagoas, os laços familiares alcançam também a composição da chapa eleita. Marina Candia, que adotou o nome de urna Marina JHC, é casada com João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), eleito governador. Ex-primeira-dama de Maceió, ela ocupará seu primeiro cargo eletivo e terá como primeira suplente a sogra, a senadora Dra. Eudócia (PSDB), mãe de JHC.
No Amapá, Rayssa Furlan também foi eleita para o Senado enquanto o marido, Dr. Furlan (PSD), venceu a disputa pelo governo. Médica, ela comandou a Secretaria de Mobilização e Participação Popular de Macapá durante a gestão dele na prefeitura. A vitória veio na segunda tentativa de chegar à Casa, após uma candidatura em 2022.
Entre os filhos de políticos, há nomes que assumirão o mandato após comandar governos e ocupar posições de destaque no Congresso. É o caso de Helder Barbalho (MDB), eleito pelo Pará depois de governar o estado por dois mandatos. Seu pai, o senador Jader Barbalho (MDB), deixará a cadeira de titular em 2027 e será seu primeiro suplente.
Arthur Lira (PP), eleito senador por Alagoas ao lado de Marina JHC, é filho do ex-senador Benedito de Lira. Antes de conquistar uma vaga na Casa em que o pai atuou, foi vereador, deputado estadual e deputado federal, além de presidir a Câmara entre 2021 e 2025.
A presença de famílias tradicionais também se estende aos netos. Eleita por Pernambuco, Marília Arraes (PDT) é neta do ex-governador Miguel Arraes e chegará ao Senado após exercer mandatos como vereadora do Recife e deputada federal.
Assim como nas chapas de Marina e Helder, outros eleitos terão parentes nas suplências. Michelle terá o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente. Bia Kicis (PL), que conquistou a outra vaga do Distrito Federal, terá o filho Samuel Kicis (PL) nessa posição. Eles integram as chapas vencedoras, mas só assumem uma cadeira em caso de substituição dos titulares.