O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste domingo (25) que a suspensão do transporte público gratuito representa uma interferência direta no processo eleitoral. Ao comentar as denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores durante o segundo turno, o dirigente cobrou providências da Justiça Eleitoral para assegurar o direito ao voto.
“Suspender o transporte gratuito vai contra a lei e significa interferência direta no processo eleitoral. As denúncias são gravíssimas e cabe à Justiça Eleitoral garantir que todos possam votar nesse segundo turno. Quem descumpre a lei está cometendo um crime contra a democracia”, declarou.
Edinho também questionou se a ampliação do horário de votação seria suficiente para permitir que eleitores que desistiram de esperar pelo transporte conseguissem chegar às urnas.
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Publicado em 2026-10-25 20:42:02“Eu não sei se o eleitor que deixou de votar vai para a escola agora, o eleitor que ficou esperando em fila de ônibus e o ônibus não apareceu, o eleitor que desistiu por falta de transporte. Pelo menos, minimamente, você garante o direito. Espero que a gente aprenda com esse processo eleitoral no Brasil e corrija, que os erros são graves e isso enfraquece a democracia”, afirmou. O presidente do PT disse que não queria comentar a atuação de ministros.
Problemas de transporte prorrogaram eleição
As declarações ocorreram após relatos de falta de ônibus e longas esperas em cidades como São Paulo e Salvador. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça para pedir a ampliação do horário de votação nas localidades afetadas. A Prefeitura de Salvador afirmou que o serviço foi normalizado após interrupções em garagens; a administração paulistana alegou dificuldades operacionais para cumprir a determinação de reforçar a frota.
Diante das dificuldades, o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prorrogação da votação das 17h para as 19h, no horário de Brasília. Posteriormente, esclareceu que a extensão deveria ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas, sem reabertura das já encerradas. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado mais tempo para votar em municípios atingidos por chuvas e bloqueios de vias.