Um novo estudo sugere que alguns dinossauros semiaquáticos, como o Spinosaurus, podiam “chorar lágrimas salgadas” para eliminar o excesso de sal do corpo.

A pesquisa, publicada na revista Historical Biology, analisou fósseis de diferentes espécies de espinossaurídeos e encontrou evidências de possíveis glândulas de sal localizadas acima dos olhos — estrutura semelhante à presente atualmente em aves marinhas, crocodilos e outros animais adaptados a ambientes salinos.

Segundo os pesquisadores, essas glândulas ajudariam os animais a sobreviver em regiões de água salobra, como estuários e áreas pantanosas.

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Os cientistas analisaram fósseis de espécies como Baryonyx walkeri, do Reino Unido, Irritator challengeri, do Brasil, e diferentes espécies de Spinosaurus encontradas no Marrocos.

Com auxílio de fotografias em alta resolução, tomografias e análises detalhadas dos fósseis, os pesquisadores identificaram depressões ósseas acima das órbitas oculares, que podem ter servido para abrigar as glândulas e vasos sanguíneos ligados à filtragem de sal.

O estudo reacende um antigo debate entre paleontólogos sobre o estilo de vida do Spinosaurus.

Parte dos cientistas acredita que o animal passava grande parte da vida na água, nadando e mergulhando em busca de peixes. Outros defendem que ele vivia principalmente em terra, caçando em margens de rios e áreas rasas.

Características anatômicas, como focinho semelhante ao de crocodilos, dentes adaptados para capturar presas escorregadias e cauda em formato que auxiliaria na natação, reforçam a hipótese de um comportamento semiaquático.

Segundo os autores, a descoberta das possíveis glândulas de sal pode indicar que esses dinossauros tinham maior adaptação a ambientes aquáticos do que se imaginava anteriormente.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/dinossauro-brasileiro-chorava-para-sobreviver-entenda-motivo/