O presidente da Fifa, Gianni Infantino saiu em defesa da atuação da entidade diante das recentes controvérsias envolvendo vistos para participantes da Copa do Mundo.
Em entrevista concedida na véspera da abertura do torneio, o dirigente afirmou que a organização trabalha para resolver pendências relacionadas à imigração, mas ressaltou que as decisões finais pertencem às autoridades nacionais.
A declaração ocorre em meio à repercussão do caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos apesar de possuir visto válido. O episódio levantou questionamentos sobre os desafios migratórios enfrentados por participantes da competição, realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.
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Publicado em 2026-06-10 19:24:17Segundo Infantino, a Fifa mantém diálogo constante com as autoridades para solucionar problemas dessa natureza, mas reconhece que a entidade não possui autoridade para interferir em decisões soberanas dos países.
“Sempre tentamos encontrar soluções. Às vezes, começar imediatamente a gritar e reclamar produz o efeito contrário e dificulta a busca por uma solução”, afirmou.
Questionado sobre as críticas relacionadas à concessão de vistos e à escolha dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial, o presidente da Fifa descartou qualquer arrependimento. Para ele, desafios logísticos e burocráticos são naturais em um evento de escala global.
“Há problemas; isso é normal em um evento desta magnitude. Alguns surgem nos Estados Unidos, outros no Canadá, outros no México. Lidamos com todos eles”, declarou.
O dirigente também utilizou a participação do Irã na competição como exemplo dos esforços da Fifa para superar obstáculos políticos e diplomáticos. Segundo Infantino, havia dúvidas sobre a presença da seleção iraniana devido ao cenário geopolítico internacional, mas a entidade trabalhou para garantir sua participação.
“As pessoas diziam que o Irã não poderia vir para a Copa do Mundo. Eu prometi a eles que viriam”, disse.
Para o presidente, a presença do Irã no torneio reforça o papel do futebol como instrumento de aproximação entre povos e culturas, mesmo em momentos de tensão internacional. A mensagem de união foi um dos temas centrais de sua fala às vésperas do início da competição.
Infantino defendeu que a Copa do Mundo representa uma oportunidade para reunir pessoas de diferentes nacionalidades em torno do esporte, destacando que o torneio pode servir como um espaço de convivência e celebração em um cenário global marcado por conflitos e incertezas.