COP31: O que será debatido na conferência climática da ONU?
Evento acontecerá na Turquia e terá como chefe de negociações a Austrália, após acordo entre as duas nações
A COP31 terá início nesta segunda-feira (9), reunindo dezenas de autoridades mundiais para debater ações para combater a crise climática.
O evento acontecerá na Turquia e terá como chefe de negociações a Austrália, após acordo entre as duas nações.
Murat Kurum, presidente da COP31, advertiu que controlar o aumento da temperatura global é uma questão de sobrevivência e que não há mais tempo a perder.
Recomendamos para você
Enem 2026: Veja as 55 cidades da Paraíba onde serão aplicadas as provas
Movimento de estudantes antes da abertura do espaço para as provas na Unip, na unidade de S...
Publicado em 2026-11-08 08:10:17
Hoje tem Enem! Portões serão abertos às 12h; g1 terá programa ao vivo e gabarito
Hoje tem Enem! Portões serão abertos às 12h; g1 terá programa ao vivo e gabarito Inscritos f...
Publicado em 2026-11-08 07:09:57
Após pressão de Belém por mapa do caminho, entenda quais são os desafios e o que esperar da COP31
Um ano depois da COP30, realizada em Belém, no Pará, a conferência do clima da Organizaç...
Publicado em 2026-11-08 00:00:00A Turquia, que utiliza muito carvão e petróleo, viu suas emissões de dióxido de carbono aumentarem drasticamente nas últimas décadas. Assim, o país se comprometeu a zerar suas emissões líquidas até 2053 e a expandir o uso de energias renováveis.
O que será debatido na COP31?
A COP analisa, por exemplo, os dados sobre emissões de gases do efeito estufa de cada país. Com isso, avalia:
- o efeito das medidas adotadas pelos países;
- o progresso em direção ao objetivo final da Convenção;
- a necessidade de reforçar a ambição climática e a sua implementação.
Neste ano, a transição para a energia limpa será um dos principais focos da COP31.
Espera-se que governos e empresas discutam como ampliar o acesso a uma energia acessível, confiável e segura, ao mesmo tempo em que aceleram o abandono dos combustíveis fósseis e expandem a geração de energia renovável.
Um relatório sobre o tema foi produzido pela Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis?), pela Presidência da COP31 e pela Global Renewables Alliance.
O documento, divulgado em setembro, ressalta que a implementação global de energia renovável precisa mais do que dobrar para cumprir a meta climática estabelecida para 2030 — mesmo tendo atingido um nível recorde no ano passado.
Na última quinta-feira (5), o presidente da COP31, Murat Kurum, afirmou que limitar o aquecimento global é uma questão de sobrevivência, e muitos países estão se esquivando de sua responsabilidade de reduzir as emissões.
"Não temos um minuto sequer, nem um dia sequer, a perder", alertou.
Nas discussões pré-COP, nações insulares do Pacífico aproveitaram para incluir suas prioridades na agenda da cúpula climática.
Entre elas estão:
- melhor acesso a financiamento para projetos de resiliência
- proteção dos oceanos e a manutenção do aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais — uma meta que, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é inalcançável a curto prazo, mas que poderia ser atingida ao longo do tempo com a redução das emissões
Esses países sofrem com inundações cada vez mais frequentes, a intrusão de água salgada e condições climáticas instáveis.
Tuvalu, por exemplo, é formado por estreitas faixas de terra que ficam, em média, a cerca de 2 metros acima do nível do mar.
Representantes de cerca de 30 países assinaram, na terça-feira (3), uma declaração que endossa esses objetivos e defende "reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões".