A sete anos de terminar o prazo para universalização dos serviços de água e esgoto, o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) avalia que um maior equilíbrio na distribuição dos investimentos entre regiões e municípios é fundamental para o cumprimento das metas que foram estipuladas no Marco Legal, em 2020.
Ao todo, metade do prazo já foi percorrido, o que espalha dúvidas sobre a capacidade de alcance das metas fixadas até 2033.
Segundo o assessor da presidência do Confea, Alexandre Borsato, os investimentos no setor precisam ser equalizados e também alcançarem localidades que não são tão interessantes economicamente.
Recomendamos para você
Defesa pede que Daniel Vorcaro seja transferido da Polícia Federal para a Papudinha
Vorcaro é transferido para cela comum A defesa de Daniel Vorcaro pediu, nesta quinta-feira ...
Publicado em 2026-05-21 19:48:53
Caso Master: defesa pede que Daniel Vorcaro seja transferido da Polícia Federal para a Papudinha
Vorcaro é transferido para cela comum A defesa de Daniel Vorcaro pediu, nesta quinta-feira ...
Publicado em 2026-05-21 19:48:53
Durigan: Crédito para motoristas e caminhoneiros não causará desarranjo
Ministro da Fazenda afirmou que desarranjo econômico tem vindo de fatores geopolíticos, como a gue...
Publicado em 2026-05-21 19:34:10A fala ocorreu durante um evento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) nesta quarta-feira (20).
“A gente tem um indicador que mede qual é o valor per capita que o país precisa investir, cada estado precisa investir, para poder trazer os resultados do marco do saneamento (…) estamos falando de algo em torno de R$ 230 por pessoa, por ano. E esse valor, tem alguns estados que esse valor não passa de R$ 10,00. Então a gente tem uma dificuldade muito grande de equalizar isso”, comentou.
Outro ponto preocupante, segundo Borsato são as perdas de água na distribuição. No Rio Grande do Sul, por exemplo, cerca de 40% da água distribuída é perdida.
“Quando a gente olha a distribuição de água, as perdas de água na distribuição, a gente percebe que o estado está equiparado a uma média nacional (…) Então, quando a gente começa a identificar que nos últimos 15 anos esse índice não teve nenhuma tendência de queda e um marco legal de saneamento, em 2033, daqui a 7 anos, ele determina que essa média seja de 25%, ou seja, se hoje eu estou em 40% e ele só aumenta, qual é a perspectiva que eu tenho de chegar a 25% daqui a 7 anos”, observou.
Segundo ele, se nada for feito diferente, “o resultado vai ser exatamente o mesmo”.
Além disso, apesar de ser o quinto lugar no ranking de geração de riqueza do país, o estado coleta apenas 34,7% do seu esgoto e trata cerca de 25,4% do volume gerado.
Diante da baixa cobertura, a Aegea, que assumiu as operações em 317 municípios do estado após a privatização da então empresa de saneamento do Governo do Estado, a Corsan, está buscando triplicar a sua cobertura atual para cumprir as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento.
Em março, o Confea lançou uma plataforma com os índices de Infraestrutura do Brasil, a partir de dados compilados sobre os 26 estados e o Distrito Federal.
Para o presidente da entidade, Vinicius Marchese, o país está atrasado quando o assunto é infraestrutura, que, segundo ele, pode gerar problemas em um “futuro breve”
No saneamento, a nota geral do país foi de 55,20; já entre os estados, o Distrito Federal se destacou no primeiro lugar do ranking, com 80,19; seguido pelo Paraná (76,29) e Santa Catarina (73,85).
Entre os estados com as piores notas estão o Acre (11,28), Maranhão (18,85), Pernambuco (31,02), Bahia (39,74) e Pará (40,72).