A Parada do Orgulho LGBT+ ganhará sua 30ª edição no próximo domingo (7), em São Paulo. A manifestação existe no Brasil desde 1997, e, apesar da pouca visibilidade, tinha motivações semelhantes às que movem o evento atualmente.

A primeira Parada ocorreu em 28 de junho de 1997, com cerca de 2 mil participantes. Com o tema “estamos em todos os lugares e em todas as profissões”, foi necessário que drag queens famosas da noite paulistana deitassem no meio da via para que a polícia interrompesse o tráfego e a marcha acontecesse.

Os participantes andaram, sob chuva, da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, circuito seguido até os dias de hoje, quase 30 anos depois dos eventos iniciais.

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Ao longo dos anos 2000, o evento foi se tornando cada vez mais importante e com mais adesão do público. As siglas também passaram a abranger mais grupos: de Parada Gay, o evento se tornou Parada do Orgulho LGBT+, incluindo lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e entre outros.

Movimento político

De acordo com o Memorial da Democracia, o evento sempre teve como motivação a reafirmação política, celebração identitária e busca do livre exercício da sexualidade, a fim de reivindicar direitos iguais, algo que havia sido ensaiado por décadas.

Após a realização da primeira Parada LGBT+, outras capitais e cidades do país passaram a aderir ao evento anualmente. A festa de São Paulo, no entanto, segue sendo a maior, atraindo grande público e sendo point do turismo paulistano.

Em 2006, o evento entrou para o Guinness World Records (Livro Mundial de Recordes) como a maior Parada do mundo, tendo recebido 2,5 milhões de pessoas. A edição de 2011, segundo a SPTuris, reuniu 4 milhões de pessoas.

 



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/pop/como-surgiu-a-parada-do-orgulho-lgbt/