Surgem muitas dúvidas sobre como os passageiros conseguiram acessar a cabine de comando e impedir a aparente tentativa de sequestro do voo da Flydubai na quarta-feira (30).
O suposto agressor, um dos pilotos, atacou seu colega na cabine de comando enquanto o avião despencava – até que os passageiros conseguiram subjugá-lo e contê-lo, estabilizando a aeronave.
Israel afirmou que o capitão Smit Machchhar, que estava ferido, destrancou a cabine de comando por dentro durante o ataque.
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Publicado em 2026-10-01 08:07:07“Apesar de estar gravemente ferido, ele conseguiu destrancar a porta da cabine de comando, permitindo que os passageiros israelenses e a tripulação dos Emirados Árabes Unidos interviessem e salvassem todos os passageiros”, escreveu o Ministério das Relações Exteriores de Israel em uma publicação no X.
Josh McConkey, coronel da reserva da Força Aérea dos EUA e médico de emergência, afirmou que a indústria da aviação reformulou suas medidas e protocolos de segurança após os ataques de 11 de setembro, incluindo o reforço da porta da cabine de comando para evitar possíveis sequestros.
“A menos que alguém consiga abrir isso por dentro, você não vai entrar”, disse McConkey, que também é candidato a vice-governador da Carolina do Norte.
“Isso é uma das coisas que torna tudo isso tão extraordinário: o próprio piloto, depois de ser esfaqueado quase até a morte, sangrando profusamente, consegue alcançar a porta e destrancá-la, e então um indivíduo aleatório entra correndo e consegue sair de um mergulho tão íngreme. É um milagre”, disse ele.
Após o 11 de setembro, as companhias aéreas americanas foram obrigadas a instalar reforços permanentes em todas as portas de cabine de comando existentes e a incluí-los também em aeronaves recém-construídas. Muitas companhias aéreas e fabricantes optaram por usar materiais à prova de balas, compósitos, batentes de portas reforçados e fechaduras. A OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), agência da ONU que supervisiona a aviação global, possui um código de normas semelhante, seguido pelos países membros.
Os investigadores que apuram o incidente da Flydubai provavelmente irão analisar primeiro o gravador de dados de voo e o gravador de voz da cabine, afirmou Marco Chan, professor sênior de operações de aviação na Universidade de Kingston, em Londres. Eles também irão entrevistar a tripulação, os pilotos que estavam de folga e os passageiros, e determinar, entre outras questões urgentes, como a porta da cabine foi aberta.