A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou mais uma vez o projeto de renegociação das dívidas rurais, após três semanas de negociações entre parlamentares e o governo federal. O relator da proposta, senador Renan Calheiros, afirmou que houve nova conversa com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para tentar fechar um acordo sobre pontos pendentes do texto.
Segundo Renan, o governo sinalizou a possibilidade de editar uma medida provisória para atender parte das demandas do setor agropecuário, mas os senadores defendem que o entendimento seja incorporado diretamente ao projeto em tramitação no Senado. Apesar das divergências, o relator afirmou que a proposta será votada ainda hoje.
Durante a reunião, Renan afirmou que a comissão aceitou criar regras de enquadramento para os produtores que poderão aderir à renegociação. Ele também destacou a incorporação de uma emenda da senadora Tereza Cristina que amplia o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), medida vista pelos parlamentares como estratégica para dar sustentação financeira às renegociações do crédito agrícola.
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Publicado em 2026-05-26 13:42:16O senador classificou a mudança como “uma revolução do ponto de vista das dívidas agrícolas”, indicando que o mecanismo poderá ampliar garantias para operações de renegociação e facilitar o acesso ao crédito.
A discussão ocorre em meio à pressão do agronegócio por soluções para o endividamento no campo, agravado por fatores como juros elevados, eventos climáticos extremos e dificuldades de comercialização em algumas regiões do país. Nos bastidores, integrantes do governo tentam evitar impacto fiscal mais amplo nas contas públicas, enquanto parlamentares ligados ao setor rural defendem medidas mais abrangentes para aliviar a situação dos produtores.
A expectativa é que a reunião da CAE seja temporariamente suspensa para uma nova rodada de negociações entre senadores e a equipe econômica antes da votação final do texto.