Um estudo realizado pela CNT (Confederação Nacional de Transporte) revelou que o Brasil ainda utiliza menos da metade de sua malha hidroviária para o transporte de cargas.

Mesmo com um potencial previsto de 41.700 quilômetros pelo Plano Nacional de Viação, apenas 20.400 quilômetros de vias navegáveis estão sendo efetivamente aproveitados de forma econômica.

Entraves ao desenvolvimento hidroviário

O levantamento aponta uma série de obstáculos que impedem a expansão do uso das hidrovias no país. Segundo o estudo, a fragmentação da governança, a insegurança regulatória, as deficiências de infraestrutura e as dificuldades de financiamento atuam como entraves significativos para esse modal de transporte.

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O cenário se agrava pelo fato de que, mesmo três anos após o governo estabelecer oficialmente quais seriam as hidrovias prioritárias para concessões, o aproveitamento da malha permanece aquém do potencial disponível, evidenciando a lentidão no avanço das políticas voltadas ao setor.

Primeiro leilão de gás natural da União

Em outro destaque do setor de infraestrutura, foi realizado o primeiro leilão de gás natural da União. A estatal Pré-Sal Petróleo conseguiu vender todos os lotes ofertados para 23 empresas, com o equivalente a 1 milhão de metros cúbicos por dia arrematados.

O fornecimento está previsto para o período entre março e dezembro de 2027, e o ágio médio registrado foi de 35%.

As ofertas foram divididas entre cinco segmentos da indústria de base: o setor químico e petroquímico, o segmento siderúrgico, metalúrgico e de mineração, a indústria cerâmica, as áreas de fertilizantes e o setor vidreiro. Luiz Fernando Paroli comentou as perspectivas para os próximos certames e destacou os planos da estatal.

“Nosso objetivo é fazer leilões em 27, 28 e 29 de um ano. E neste intervalo também faremos um grande outro leilão, que é um leilão mais estruturante de longo prazo, um leilão que possivelmente será de 5 ou 10 anos para a instalação de nova indústria no Brasil, baseada no gás da União”, afirmou.

Paroli ressaltou ainda o interesse em atrair novos investidores para o país.

“A gente está incentivando hoje quem já consome, quem já está na indústria, mas em algum momento no futuro a gente gostaria também de trazer mais indústrias para o Brasil para que elas possam ser competitivas aqui e que a gente possa gerar mais emprego, mais renda e mais independência do Brasil”, concluiu.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/cnt-brasil-ainda-usa-menos-da-metade-da-malha-hidroviaria/