Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS A China rejeitou nesta sexta-feira (17) as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Pequim teria interferido nas eleições americanas de 2020. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que as alegações não têm fundamento e reiterou que o país segue uma política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações. "A acusação dos Estados Unidos não tem base factual", disse a chancelaria chinesa. O governo de Pequim também declarou que "não tem interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos" e destacou que adota o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países. O Ministério das Relações Exteriores chinês também reagiu às novas regras de vistos anunciadas pelos Estados Unidos. Segundo Pequim, as restrições impostas por Washington aos intercâmbios entre cidadãos dos dois países "não servem aos interesses de ninguém". A chancelaria classificou a medida como discriminatória, pediu que ela seja retirada "o mais rápido possível" e afirmou que a China se reserva o direito de adotar contramedidas recíprocas. A reação ocorre um dia após Trump afirmar, em pronunciamento na Casa Branca, que a China teria promovido o que chamou de a maior violação de dados eleitorais da história, com a suposta obtenção ilícita de informações de 220 milhões de eleitores americanos. Segundo o republicano, documentos divulgados por seu governo comprovariam uma tentativa chinesa de influenciar a disputa presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden. Agora no g1 Trump afirmou que pediu ao diretor do FBI, Kash Patel, que investigue o caso e acusou integrantes da comunidade de inteligência dos EUA de esconder evidências sobre uma suposta fraude eleitoral. O presidente também voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral americano e a defender mudanças nas regras de votação. As alegações de fraude na eleição de 2020 são recorrentes nas declarações de Trump desde sua derrota para Biden. No entanto, auditorias eleitorais, decisões judiciais e avaliações das agências de inteligência americanas não encontraram evidências de que houve manipulação capaz de alterar o resultado do pleito. Autoridades eleitorais dos Estados Unidos já classificaram a eleição de 2020 como uma das mais seguras da história do país. As novas declarações acontecem às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso americano e nas quais os republicanos enfrentam desafios para manter sua maioria.
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