China defende controles de exportação de minerais críticos

Declarações surgiram após um acordo firmado na quarta-feira (17) pelos líderes do G7 para intensificar a coordenação a fim de reduzir a dependência de seus países em relação à China

Eduardo Baptista e Liz Lee, da Reuters, em Pequim

A China defendeu suas medidas de controle de exportação de suprimentos minerais críticos e instou as nações do G7 a respeitarem os princípios da economia de mercado e as regras do comércio internacional, em vez de favorecerem "pequenos grupos", disse seu Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (18).

As declarações surgiram após um acordo firmado na quarta-feira (17) pelos líderes do G7 para intensificar a coordenação a fim de reduzir a dependência de seus países em relação à China no fornecimento de minerais críticos, incluindo planos para alinhar o armazenamento e expandir o papel da Agência Internacional de Energia.

"Os esforços da China para padronizar e aprimorar seu sistema de controle de exportações estão em consonância com as práticas internacionais", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa regular.

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"O objetivo é salvaguardar melhor a paz mundial e a estabilidade regional, bem como cumprir as obrigações internacionais relacionadas à não proliferação", acrescentou, instando os líderes do G7 a cessarem a "imposição de regras de pequenos grupos" que prejudicam a ordem econômica e comercial internacional.

As potências ocidentais estão empenhadas em diversificar o fornecimento de metais vitais para a defesa, a tecnologia e as energias renováveis, e em reduzir a dependência da China, após as restrições às exportações de ímãs permanentes impostas por Pequim no ano passado terem afetado diversos setores e exposto a sua dependência de uma única fonte.

Sem mencionar a China, os líderes do G7 disseram que buscam reduzir a dependência de qualquer fornecedor externo ao grupo e aos países parceiros para terras raras e ímãs permanentes para menos de 60% até 2030, com o objetivo final de atingir 50% "o mais rápido possível".

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/china-defende-controles-de-exportacao-de-minerais-criticos/