Um estudo do Departamento do Censo dos Estados Unidos aponta que a probabilidade de emprego de recém-formados em cursos mais expostos à inteligência artificial caiu após o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022.
A pesquisa analisou 29% dos diplomas de bacharelado emitidos no país entre 2016 e 2024, apontando mudanças notáveis após a estreia do chatbot de IA. Entre eles, que os recém-formados aceitaram empregos de nível inicial em áreas com salários mais baixos, como varejo e restaurantes.
O levantamento reforçou a dificuldade de jovens de ingressar no mercado de trabalho. Segundo o Banco da Reserva Federal de Nova York, a taxa de desemprego para todos os graduados no país está em 2,9%, enquanto, para os recém-formados do grupo, chegou a 5,7% em junho.
Recomendamos para você
EUA concedem visto a delegação do Irã para participação na Assembleia Geral da ONU
Masoud Pezeshkian, do Irã, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2024...
Publicado em 2026-09-17 16:16:25
Os números do Datafolha para governador e senadores no Piauí
Pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra como está o cenário eleitoral no Piauí para 2026. Leia n...
Publicado em 2026-09-17 16:14:19
Feirão oferece mais de 700 vagas de emprego para pessoas com deficiência em João Pessoa e Campina Grande
Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica Um feirão de empregabilidade destinado p...
Publicado em 2026-09-17 16:13:42Profissões mais expostas à IA
O estudo levou em consideração recém-formados no top 10% dos cursos mais expostos à inteligência artificial. Tratam-se de carreiras em áres ligadas à ciência da computação, sistemas de informações e setores relacionados a software. Desse grupo, as chances de recém-formados conseguirem emprego é de cinco pontos percentuais menor do que em cursos menos expostos à tecnologia.
Esse grupo também enfrenta diminuição nos salários. Os três cursos mais afetados pela queda nos rendimentos são: ciência da computação, tecnologia da informação e engenharia de computação.
A pesquisa apontou que a tendência acontece porque esses profissionais acabam migrando para indústrias que pagam menos. Por exemplo, saem de setores ligados à ciência e à tecnologia da informação, e vão para áreas ligadas à varejo e setor alimentício.
Outra tendência é a de troca de emprego. O estudo mostrou que profissionais no grupo mais exposto à IA tendem a trocar de área após alguns anos, uma vez que inicialmente aceitaram cargos com salários menores e, depois de alguns anos de formados, conseguiram oportunidades melhores.
Automação não é o único problema
O levantamento traz alguns dos motivos para justificar a dificuldade de inserção de recém-formados no mercado de trabalho.
Uma delas é a automação, quando tarefas inteiras são delegadas à tecnologia.
Mas não é o único motivo. A pesquisa aponta que, para além de substituir cargos por completo, a IA também provoca uma mudança no escopo do trabalho, fazendo com que empregos de entrada sejam menos requisitados.
“Se a IA automatizar essas tarefas, as empresas talvez contratem menos profissionais juniores e reorganizem a progessão de carreiras”, escreveram os economistas.