A interação com modelos de inteligência artificial pode ser interrompida repentinamente quando o usuário atinge seu limite de uso. O fenômeno reflete uma mudança estrutural no mercado de chatbots, que passou de uma fase de expansão gratuita para um modelo de negócios mais restritivo e comercial.

Adriano Ponte, do CanalTech, explicou o contexto dessa transformação. Segundo ele, cerca de dois anos após a popularização do ChatGPT, o mercado amadureceu e passou a contar com diversos concorrentes relevantes. “A gente viu o Gemini aparecer como um grande expoente para a parte do Google. A gente viu o Claude, que é uma ferramenta da Anthropic”, destacou. Com a multiplicação de opções disponíveis, as empresas deixaram de ter incentivo para oferecer acesso irrestrito e gratuito.

Custo computacional elevado justifica restrições

O principal fator por trás das limitações é o alto custo de manutenção e desenvolvimento dessas ferramentas. Ponte ressaltou que os novos recursos de IA agêntica — que permitem ao usuário delegar tarefas autônomas ao sistema, como monitorar preços de produtos em segundo plano — consomem muito mais capacidade computacional dos servidores. “Cada vez que ela roda, tem um custo computacional muito grande para o Google, para a OpenAI, para a Anthropic, para todas”, afirmou. Para equilibrar esses custos, empresas como Google e Perplexity passaram a implementar limites de uso e a notificar os usuários sobre o quanto já consumiram.

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Ponte detalhou ainda a estrutura de preços dos diferentes modelos disponíveis no mercado. Versões mais simples, como o Gemini Flash, têm menor custo computacional e preços mais acessíveis, enquanto versões mais robustas, como o Gemini Pro, demandam maior investimento.

“Do jeito mais básico, você encontra coisas gratuitas, coisas que começam em 20 reais para o básico. Se você quiser esses processamentos mais avançados, 100 reais por mês”, explicou. Para automações em larga escala, os planos podem chegar a mil reais mensais.

Recomendação: testar antes de assinar

Diante da variedade de opções e preços, Ponte orientou os usuários a não gastarem dinheiro sem antes avaliar suas reais necessidades. “Teste, aproveite planos gratuitos. Cartão virtual, teste sete dias, vê se prestou”, aconselhou. Segundo ele, muitos usuários podem ser bem atendidos pelos planos mais simples, sem necessidade de recorrer às versões premium. A conclusão é direta: “A era da inteligência artificial barata acabou”, em todos os grandes provedores do setor.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/chatbots-avaliam-complexidade-das-tarefas-solicitadas/