O DNA antigo revelou que nossa espécie, o Homo sapiens, já se cruzou com os neandertais, mas qual foi a natureza desses encontros na Idade da Pedra, há dezenas de milhares de anos?
Descobertas feitas em uma caverna no que hoje é a Turquia indicam que os dois grupos não apenas cruzaram caminhos, mas podem ter compartilhado algumas tradições culturais, fabricando ferramentas semelhantes e coletando o mesmo tipo de concha.
“Nossos resultados sugerem que os neandertais e o Homo sapiens provavelmente compartilhavam mais do que apenas a mesma paisagem”, disse o autor principal, ?smail Baykara, por e-mail, ao comentar a nova pesquisa publicada na segunda-feira no periódico PNAS .
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Publicado em 2026-07-08 06:03:18“Embora ainda não possamos comprovar o contato direto, a notável continuidade na tecnologia, nas práticas de caça e no transporte de conchas feitas com contas é consistente com a ideia de que essas populações interagiram e compartilharam tradições culturais ao longo do tempo.”
Embora os arqueólogos já tivessem conhecimento da caverna Üça??zl? II, no sul da Turquia, há algum tempo, a primeira escavação sistemática começou em 2020, afirmou Baykara, professor do departamento de arqueologia da Universidade de Gaziantep, na Turquia.
Os fósseis encontrados na caverna — quatro dentes individuais e uma mandíbula parcial com dois dentes ainda presos — mostraram que os neandertais habitaram a caverna entre 77.000 e 59.000 anos atrás, e que o Homo sapiens a ocupou posteriormente, entre 59.000 e 47.000 anos atrás. Esses períodos foram determinados pela datação das camadas de sedimentos em que os fósseis estavam incrustados.
Durante esse período, as duas espécies fabricaram ferramentas de sílex semelhantes, num estilo conhecido como Musteriense, em referência ao abrigo rochoso na França onde as ferramentas foram identificadas pela primeira vez. As duas espécies também caçavam os mesmos tipos de animais, como cabras selvagens, veados e javalis. Uma das maiores surpresas dos pesquisadores foi a descoberta de um tipo específico de concha do molusco Columbella rustica, pequena demais para servir de alimento, tanto nas camadas neandertais quanto nas do Homo sapiens.
Embora algumas das conchas de C. rustica apresentassem perfurações, sugerindo que poderiam ter sido ornamentais, os autores do estudo as descreveram como “manuportes”, ou seja, objetos transportados por uma pessoa de seus locais de origem. Apesar de a concha do molusco ter sido anteriormente associada exclusivamente ao Homo sapiens, os autores afirmaram ser muito provável que os neandertais também valorizassem essa concha.
“Os neandertais coletaram e transportaram deliberadamente essa concha da costa do Mediterrâneo, apesar de muitas outras espécies de conchas estarem disponíveis, e os humanos modernos no local também coletaram Columbella rustica ”, disse o coautor do estudo, Naoki Morimoto, pesquisador da Universidade de Kyoto, no Japão.
Veja dinossauros e descobertas arqueológicas
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Descobertas 2026 (1) - Nova pesquisa aponta que Tyrannosaurus rex (T.rex) leva cerca de 35 anos para atingir o tamanho máximo, com até oito toneladas • ROGER HARRIS/SPL - Getty Images
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Descobertas 2026 (3) - Cerâmica Halafiana de uma escavação em Arpachiyah, Iraque. Imagens de plantas pintadas em cerâmica feitas há até 8.000 anos podem ser o exemplo mais antigo do pensamento matemático humano • Yosef Garfinkel
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Descobertas 2026 (4) - Cientistas analisam múmia de guepardo com cerca de 2 mil anos que foi encontrada em cavernas no norte da Arábia Saudita. A descoberta permitiu coletar o DNA do animal • Communications Earth and Environment/Ahamed Boug/Divulgação
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Descobertas 2026 (5) - Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais encontraram fossas de 3.000 anos com restos mortais de grandes felinos, que sugerem a existência de um "zoológico" antigo na China • Chinese Academy of Social Sciences
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Descobertas 2026 (6) - O contorno de uma mão feita com pigmento vermelho na parede de uma caverna na Indonésia, há pelo menos 67.800 anos, pode ser a arte rupestre mais antiga do mundo, segundo um novo estudo Universidade Griffith. • Maxime Aubert/Griffith University
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Descobertas 2026 (7) - Estudo arqueológico em obras antigas mostra práticas incomuns de tratamento durante a Renascença: uma delas era esfregar fezes humanas na cabeça para tentar reverter a calvície • Instituto de Pesquisa e Biblioteca John Rylands/Universidade de Manchester
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Descobertas 2026 (8) - Piscinas monumentais, um santuário possivelmente dedicado ao culto de Hércules e dois túmulos da época republicana foram descobertos durante escavações arqueológicas preventivas em Roma. • Superintendência Especial do Ministério da Cultura de Roma
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Descobertas 2026 (9) - A zooarqueóloga do Museu Arqueológico Nacional da Academia Búlgara de Ciências, Stella Nikolova, encontrou dezenas de esqueletos de cães com marcas de cortes na Bulgária. A descoberta releva que pessoas comiam carne canina há 2,5 mil anos • Stella Nikolova / BNSF
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Descobertas 2026 (10) - Pesquisadores descobriram em uma pedreira no sul da China, uma coleção de fósseis com cerca de 512 milhões de anos. A descoberta contém 153 espécies, de 16 grupos diferentes, pelo menos 59% dos novos animais são de origem desconhecidas e, não eram catalogados por seres humanos até o momento • Han Zeng
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Descobertas 2026 (11) - Um grupo de paleontólogos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) publicou um estudo sobre a descoberta de uma nova espécie réptil a partir de um fóssil de 240 milhões de anos. O fóssil de crânio de apenas 9,5 milímetros, encontrado no município de Novo Cabrais, interior do RS, revelou uma nova espécie de pararéptil. Os paleontólogos a nomearam de Sauropia macrorhinus • Ilustração de Caetano Soares/UFM
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Descobertas 2026 (12) - Uma nova espécie de anfíbio do Período Jurássico — que recebeu o nome científico Nabia civiscientrix — foi identificada na região da Lourinhã, em Portugal. Os pequenos fósseis foram descobertos em uma investigação do paleontólogo Alexandre Guillaume. O estudo foi publicado no Journal of Systematic Palaeontology. • Ilustração de Eva Carret
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Descobertas 2026 (13) - Arqueólogos descobriram uma tumba zapoteca de 1.400 anos no sul do México, adornada com entalhes complexos, que foi considerada "a descoberta arqueológica mais significativa da última década". Acredita-se que uma escultura da cabeça de um homem dentro do bico de uma coruja represente o indivíduo sepultado no túmulo • Divulgação / Luis Gerardo Peña Torres INAH
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Descobertas 2026 (14) - Pesquisadores encontraram o esqueleto de uma pessoa da Idade da Pedra enterrada há 12.000 anos em uma caverna na Itália. Segundo o estudo, o esqueleto era de uma adolescente com uma forma rara de nanismo. • Adrian Daly
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Descobertas 2026 (15) - Arqueólogos que trabalhavam perto de Cambridge, na Inglaterra, descobriram uma vala cheia de esqueletos, com cerca de 1.200 anos, que revelam mortes de forma violenta • David Matzliach/Unidade Arqueológica de Cambridge
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Descobertas 2026 (16) - Um dinossauro minúsculo e herbívoro descoberto no norte da Espanha pode mudar a compreensão dos cientistas sobre a evolução dos dinossauros que se alimentavam de plantas. A nova espécie — batizada de Foskeia pelendonum — viveu há cerca de 120 milhões de anos, durante o início do Cretáceo, e media pouco mais de meio metro de comprimento • Martina Charnell
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Descobertas 2026 (17) - Pesquisadores na Turquia descobriram evidências físicas de que os romanos utilizavam fezes humanas em tratamentos médicos, de acordo com um estudo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports. • Cenker Atila
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Descobertas 2026 (18) - Cientistas desenterraram, na província canadense da Nova Escócia, o crânio de uma criatura que viveu há cerca de 307 milhões de anos. O animal é considerado um dos vertebrados terrestres herbívoros mais antigos já conhecidos e representa um momento crucial na evolução da vida animal em terra firme. A criatura, chamada Tyrannoroter heberti, possuía um crânio de formato levemente triangular • Reprodução/Field Museum
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Descobertas 2026 (19) - Escavações revelaram a existência de um cemitério destinado para abrigar indigentes em Le Mans, no noroeste da França. A descoberta foi feita após análise de um mapa da cidade datado de 1736 • Inrap
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Descobertas 2026 (20) - Reconstrução artística de um Haolong dongi juvenil do Cretáceo Inferior da China. Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro que apresenta características nunca antes documentadas. O fóssil, datado de aproximadamente 125 milhões de anos, pertence a um iguanodontiano juvenil excepcionalmente preservado, incluindo partes da pele • Fabio Manucci
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Descobertas 2026 (21) - Arqueólogos na Espanha descobriram um osso de elefante de 2.200 anos atrás e acreditam que ele pertencia a um animal que serviu como "máquina de guerra" em um exército enviado para invadir a República Romana . • Agustín Lopez Jimenez
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Descobertas 2026 (22) - Um pequeno objeto chamado estatueta Adorante, descoberto em uma caverna na Alemanha em 1979 e produzido há cerca de 40 mil anos por alguns dos primeiros povos a estabelecer uma cultura distinta na Europa, apresenta sequências intrigantes de entalhes e pontos. Numerosos outros objetos produzidos por essa mesma cultura exibem marcas semelhantes. • Foto: Landesmuseum Wuerttemberg/Hendrik Zwietasch/Divulgação via REUTERS
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Descobertas 2026 (23) - Na imensidão branca do Vale de Taylor, na Antártica Oriental, uma imagem parece ter saído de um filme de ficção científica: um líquido vermelho escuro e espesso escorre pela face imaculada da Geleira Taylor, caindo em direção ao Lago Bonney. Conhecido como "Cachoeiras de Sangue", esse fenômeno visualmente chocante é, na verdade, uma salmoura rica em ferro. • National Science Foundation/USA
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Descobertas 2026 (24) - Pesquisadores encontraram na Patagônia um esqueleto bem preservado e quase completo de um dos menores dinossauros conhecidos do mundo, chamado Alnashetri cerropoliciensis. Ele tinha aproximadamente o tamanho de um corvo e provavelmente caçava pequenos animais como lagartos, cobras, mamíferos e invertebrados. • Gabriel Diaz Yantein, Universidad Nacional de Rio Negro/Divulgação via REUTERS
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Descobertas 2026 (25) - Os primeiros fósseis de pelicossauros do Brasil foram encontrados no interior do Piauí por uma equipe coordenada pelo professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros. A descoberta foi divulgada em artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Palaeontology • Arquivo/ Juan Carlos Cisneros
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Descobertas 2026 (26) - Paleontólogos identificaram uma nova espécie de grande réptil marinho pré-histórico, que viveu nos oceanos há cerca de 70 milhões de anos. O animal, chamado Pluridens imelaki, foi descoberto em depósitos fossilíferos no Marrocos • Diversity
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Descobertas 2026 (27) - A análise de uma grande tíbia desenterrada em um local remoto no noroeste do Novo México na década de 1970, mostra que ela pertence a um parente próximo do Tyrannosaurus rex, que viveu milhões de anos antes desse enorme dinossauro carnívoro, e que potencialmente foi um ancestral direto. • Chase Stone
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Descobertas 2026 (28) - Cientistas brasileiros identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante com ligações a um animal semelhante encontrado na Espanha, reforçando o conhecimento de que rotas terrestres conectaram partes da América do Sul, África e Europa há cerca de 120 milhões de anos. Batizada de Dasosaurus tocantinensis, a espécie é uma das maiores encontradas no país sul-americano • Reprodução
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Descobertas 2026 (29) - Uma das três páginas desaparecidas do manuscrito Palimpsesto de Arquimedes, escrito no século 10°, foi encontrada no Museu de Belas Artes de Blois, localizado no centro da França. A descoberta foi feita por Victor Gysembergh, pesquisador do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) no Centro Léon Robin para Pesquisa do Pensamento Antigo • Centro Nacional de Pesquisa Científica
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Descobertas 2026 (30) - Um crânio e mandíbula fossilizados encontrados no Níger pertenciam a uma criatura que possuía uma grande crista óssea no topo da cabeça e viveu há cerca de 95 milhões de anos. Batizada de Spinosaurus mirabilis, é a primeira espécie de Spinosaurus a ser identificada em mais de um século • Dani Navarro/Universidade de Chicago
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Descobertas 2026 (31) - Mandíbula do cão da Caverna de Gough (14.300 anos) em vista lateral. Os cães têm sido companheiros leais dos humanos desde que os tornamos nossos primeiros animais domesticados, descendendo há muito tempo dos lobos-cinzentos - embora o quando, onde e porquê exatos permaneçam sem resposta. Novas pesquisas genéticas estão agora oferecendo informações valiosas, incluindo a identificação do cão mais antigo conhecido, datado de 15.800 anos atrás • The Trustees of the Natural History Museum, Londres
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Descobertas 2026 (32) - Um conjunto notável de fosseis da China está revelando que a vida animal se diversificou nos mares primordiais da Terra milhões de anos antes do que se pensava, com uma variedade de formas, incluindo membros antigos de um grupo que eventualmente deu origem aos vertebrados, incluindo os humanos. Paleontólogos desenterraram cerca de 700 fosseis de pequenos animais de corpo mole que viveram aproximadamente entre 546 e 539 milhões de anos atrás, durante o Período Ediacarano, revelando uma transformação drástica na vida animal da época. Muitos deles são estranhos e dificilmente reconhecíveis como animais para um leigo • Divulgação Xiaodong Wang
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Descobertas 2026 (33) - Os dados tinham uma aparência diferente dos dados poliédricos com os quais estamos acostumados a jogar hoje em dia. Os mais antigos identificados no estudo eram conhecidos como "dados binários". Esses artefatos — encontrados em sítios arqueológicos do Período Folsom em Wyoming, Colorado e Novo México — datam de aproximadamente 12.800 a 12.200 anos atrás • Robert Madden
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Descobertas 2026 (34) - Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Brasil, identificaram uma nova espécie de réptil de 230 milhões de anos com bico semelhante ao de um papagaio, descoberta no estado do Rio Grande do Sul • Reuters
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Descobertas 2026 (35) - Pesquisadores que estudam um fóssil de 250 milhões de anos encontraram a primeira prova de que os ancestrais dos mamíferos punham ovos, e a descoberta também lança luz sobre uma notável história de sobrevivência. O fóssil, encontrado na África do Sul, pertence a um embrião enrolado de um Lystrosaurus, um ancestral dos mamíferos famoso por sobreviver a um evento de extinção ocorrido há 252 milhões de anos, conhecido como a "Grande Extinção", de acordo com um estudo publicado na revista PLOS One • Julien Benoit
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Descobertas 2026 (36) - Assim como o Estreito de Ormuz , o Estreito de Gibraltar, que fica entre a ponta sul da Europa e a ponta noroeste da África, possui uma história de navegação e conflitos em suas águas. Arqueólogos espanhóis afirmam ter identificado 151 sítios arqueológicos subaquáticos, incluindo 124 naufrágios • Felipe Cerezo Andréo
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Descobertas 2026 (37) - Polvos gigantes, que chegavam a medir 19 metros de comprimento, estavam entre os principais predadores oceânicos há cerca de 100 milhões de anos, segundo uma nova pesquisa que descobriu fósseis raros escondidos em rochas sólidas. Um estudo publicado na revista Science relata que espécimes notavelmente bem preservados das poderosas mandíbulas dos polvos mostram sinais de intenso desgaste causado pela trituração de presas duras, incluindo conchas e ossos • Yohei Utsuki/Universidade de Hokkaido
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Descobertas 2026 (38) - Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita • Ministério do Turismo e Antiguidades
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Descobertas 2026 (39) - Um fóssil encontrado no município de Dona Francisca, na região central do Rio Grande do Sul, e que permaneceu perdido por cerca de 20 anos levou à descoberta de uma nova espécie de réptil. Batizado de Silescelida acristata, o animal teria vivido há aproximadamente 240 milhões de anos, período anterior aos dinossauros. • Scientific Reports
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Descobertas 2026 (40) - Um homem, com aparência de 25 anos, foi encontrado morto em uma cova de forno criada há aproximadamente 4,5 mil anos em Gerstewitz, distrito de Burgenland, Saxônia-Anhalt, na Alemanha. • Escritório Estadual de Gestão do Patrimônio e Arqueologia da Saxônia-Anhalt
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Descobertas 2026 (41) - Um fóssil que permaneceu guardado em uma gaveta de coleções por décadas foi identificado como pertencente aos primeiros restos de dinossauro já descobertos na Antártida. A vértebra ou coluna vertebral foi encontrada em 1985 por uma expedição do British Antarctic Survey (BAS), mas foi inicialmente classificada como pertencente a um grande réptil, de acordo com um comunicado do Museu de História Natural de Londres divulgado na segunda-feira. Após décadas armazenada, foi descoberta por Mark Evans, paleontólogo e gerente das coleções geológicas da BAS (British Astronomical Society). • Andrew McAfee/Museu Carnegie de História Natural
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Descobertas 2026 (42) - Cientistas chineses descobriram a menor ave de cauda longa conhecida até o momento, Zhengheornis buyu, fornecendo a evidência fóssil mais forte até agora de que a redução e o encurtamento das vértebras da cauda ocorreram antes da formação do osso caudal fundido durante a evolução das aves. • CNSChina News Service
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Fora da África
A caverna Üça??zl? II é um dos poucos sítios arqueológicos conhecidos que datam de um período crucial, porém pouco explorado, da história da humanidade.
Há cerca de 60.000 anos, uma grande migração da nossa espécie para fora da África levou os humanos modernos a habitarem todos os cantos do globo, com alguns grupos pioneiros deixando o continente muito antes. Os estudiosos acreditam que, durante essa migração em larga escala, os humanos modernos provavelmente encontraram e se miscigenaram com os neandertais em locais como a atual Turquia.
No entanto, essa hipótese se baseia principalmente em padrões populacionais modelados a partir de sequências de DNA. Evidências arqueológicas diretas desse período crítico no Levante, região que hoje corresponde aproximadamente ao Oriente Médio e à Turquia, são escassas e fragmentárias. O novo estudo observou que não está claro se os Homo sapiens que se abrigaram na caverna faziam parte dessa grande onda migratória ou se eram descendentes dos primeiros pioneiros.
Ludovic Slimak, arqueólogo do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS) e autor de “O Último Neandertal: Como os Humanos Morrem”, afirmou que a caverna representa “uma descoberta muito importante”, demonstrando que os humanos modernos não necessariamente chegaram à região e substituíram os neandertais por uma cultura nova e superior.
“Para mim, o ponto mais importante não é simplesmente que os neandertais e os humanos modernos usavam ferramentas semelhantes ou coletavam conchas semelhantes”, observou ele em um e-mail.
“O que é muito mais interessante aqui é que, dentro do intervalo cronológico da camada Homo sapiens, os humanos modernos parecem estar envolvidos em uma tradição musteriense profundamente local e bem enraizada.”
Slimak afirmou que o sítio arqueológico oferece um contraste fascinante com a Gruta Mandrin, um sítio arqueológico no sul da França onde neandertais e Homo sapiens viveram juntos. Slimak liderou escavações naquele sítio.
Ali, o Homo sapiens, que viveu no abrigo rochoso aproximadamente na mesma época em que seus contemporâneos ocuparam a caverna, usou ferramentas de pedra muito diferentes , talvez até mesmo a tecnologia de arco e flecha, que eram muito mais refinadas do que as ferramentas musterianas mais volumosas encontradas na camada neandertal da Gruta Mandrin e usadas por ambas as espécies em Üça??zl? II.
“Os dois sítios arqueológicos não contam a mesma história”, disse Slimak. “Juntos, eles sugerem um quadro muito mais complexo, com múltiplas populações de Homo sapiens, múltiplas trajetórias culturais e, provavelmente, diversas ondas de expansão, interação, desaparecimento e substituição.”
Baykara acrescentou que são necessárias mais evidências arqueológicas para entender se a caverna Üça??zl? II era um caso isolado ou não.
“Essa situação singular sugere que a cultura é moldada não apenas pela biologia, mas também pelas tradições locais, permitindo que diferentes espécies na mesma região mantenham comportamentos compartilhados por milhares de anos”, disse Baykara.