Campanha de Flávio nega privatizações e defende programas sociais

Coordenador econômico do time de Flávio, o ex-ministro Adolfo Sachsida também afirmou nas redes sociais que um eventual ajuste fiscal será "focado nos excessos" do governo Lula

Renan Soares, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo

O coordenador econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida, afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que um eventual governo do senador deve preservar os programas sociais e não privatizar o banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras.

O ex-ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro disse que o Bolsa Família e o BPC (Benefício de Prestação Continuada) serão mantidos e melhorados. A declaração foi apresentada como uma resposta ao que classificou como notícias falsas durante o período eleitoral. "Nós iremos preservar todos os programas sociais, e não é só preservar, não, nós vamos fortalecer os programas sociais", afirmou.

Ao se dirigir aos trabalhadores das três estatais, Sachsida descartou a venda das empresas e prometeu mudanças na administração delas. “Nenhuma dessas empresas será tocada. Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro”, disse o ex-ministro.

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Sachsida também afirmou que o equilíbrio das contas públicas será buscado com cortes no que considera despesas excessivas da atual administração. "O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos", disse. Como exemplos, mencionou supostas remunerações de R$ 200 mil mensais no serviço público e criticou a estrutura de 38 ministérios. O economista prometeu ainda reduzir impostos e burocracia para empresários.

PEC da Transição

Conforme mostrou a CNN Brasil no último mês, o time econômico de Flávio vislumbra como cenário ideal, caso ele vença a eleição, apresentar uma espécie de nova "PEC da Transição", com corte de gastos na ordem de R$ 300 bilhões. O valor é tratado entre interlocutores do candidato como um "número mágico", a ser defendido já em 2026, para estabilizar a dívida pública, hoje na casa de 82% do PIB.

Seria, na prática, o oposto da "PEC da Transição" apresentada pelo também candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a vitória eleitoral em 2022, quando o petista acertou com o Congresso uma proposta para gastar cerca de R$ 270 bilhões. Os efeitos da PEC de Flávio, porém, não seriam necessariamente imediatos, e sim diluídos ao longo do tempo.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/campanha-de-flavio-nega-privatizacoes-e-defende-programas-sociais/