Um número “relevante” de empresas pode participar do leilão da rodovia Régis Bittencourt, que ocorre na próxima semana, mas a entrega de propostas agressivas é “improvável”, segundo análise do BTG Pactual.
O banco avalia que a concessão se encaixa no portfólio da Motiva (ex-CCR), por questões estratégicas e geográficas, e vê a companhia com “munição” suficiente para entrar na disputa, depois da venda de seus ativos aeroportuários, bem como o desinvestimento em curso de uma fatia minoritária em suas plataformas de mobilidade urbana.
Outros grupos — EPR, Pátria e Ecorodovias — são citados em relatório como vencedores de leilões recentes e potenciais participantes da disputa pela Régis Bittencourt.
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Publicado em 2026-07-17 19:50:31“Também não descartamos a Arteris”, afirma a análise do BTG Pactual, referindo-se à empresa hoje responsável pela concessão, que foi repactuada no âmbito da Secex Consenso, o fórum de soluções consensuais e prevenção de conflitos do TCU (Tribunal de Contas da União).
O leilão está marcado para a próxima quinta-feira (23). Em abril, o ministro dos Transportes, George Santoro, disse à CNN que havia cinco interessados.
O novo contrato, que abrange 383 quilômetros da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, tem 15 anos de duração e prevê R$ 7,1 bilhões de investimentos.
Há 69 quilômetros de duplicações e 33 quilômetros de construção de vias marginais entre as futuras obrigações ao concessionário. A taxa de retorno estimada pelo governo é de 11,41% ao ano.
A Arteris, segundo o relatório, enfrenta um cenário “desafiador” de elevada alavancagem em meio à taxa de juros persistentemente alta no Brasil.
No primeiro trimestre de 2026, a dívida da companhia alcançou R$ 12,1 bilhões — quase 50% maior do que era em 2021. Ela equivale a 3,6 vezes o Ebtida.
No ano passado, a Arteris perdeu o leilão da rodovia Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte), um de seus principais ativos até então, que foi arrematado pela Motiva.