Bombeiros da UME (Unidade Militar de Emergência) da Espanha trabalharam durante a noite e a madrugada de quinta-feira (23) para conter incêndios no país.

Em Villa del Prado, na divisa entre Madri e a província de Toledo, equipes da UME combateram as chamas com jatos d’água e criação de aceiros, depois que um incêndio florestal forçou a retirada de cerca de 200 pessoas.

Na região de Castela e Leão, o fogo obrigou a desocupação de três povoados.

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A agência meteorológica da Espanha informou na quarta-feira (22) que o risco de incêndios florestais permanecia “muito alto ou extremo” em grande parte da Espanha continental e nas Ilhas Baleares, com previsão de aumento ainda maior nos próximos dias.

Dados mostram que incêndios florestais consumiram mais áreas na Europa este ano do que a média anual das últimas duas décadas, à medida que o continente que mais rapidamente aquece no mundo enfrentou três ondas de calor sufocantes e praticamente consecutivas neste ano.

Consequências do clima extremo

As altas temperaturas causaram 1.180 mortes na Espanha nos últimos dois meses, um aumento acentuado em relação ao mesmo período do ano passado, informou o Ministério do Meio Ambiente do país nesta segunda-feira (14).

A grande maioria das pessoas que morreu tinha mais de 65 anos e mais da metade eram mulheres, segundo os dados citados.

As regiões mais afetadas foram Galícia, La Rioja, Astúrias e Cantábria – todas localizadas na metade norte do país, onde as temperaturas tradicionalmente mais frias do verão registraram um aumento significativo nos últimos anos.

Como outros países da Europa Ocidental, a Espanha foi atingida por um calor extremo nas últimas semanas, com temperaturas que frequentemente ultrapassam 40 graus Celsius.

As 1.180 pessoas que morreram de causas relacionadas ao calor entre 16 de maio e 13 de julho representam um grande salto em comparação com as 114 do mesmo período em 2024, disse o ministério em um comunicado citando dados do Instituto de Saúde Carlos 3º.

O número de mortes aumentou significativamente na primeira semana de julho.

Os dados mostram um evento “de intensidade excepcional, caracterizado por um aumento sem precedentes nas temperaturas médias e um aumento significativo na mortalidade atribuível a ondas de calor”, disse o ministério.

No período coberto pelos dados, houve 76 alertas vermelhos de calor extremo, em comparação com nenhum no ano anterior.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/bombeiros-combatem-incendios-florestais-em-regioes-da-espanha/