A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o ex-presidente possa receber as visitas dos senadores Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP).
Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, a solicitação tem um significado político relevante, especialmente diante do cenário de disputa pela presidência do Senado Federal, prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Estratégia do bolsonarismo no Senado
Tanto Rogério Marinho quanto Tereza Cristina são ex-ministros do governo Bolsonaro e integram o mesmo grupo político. Os dois lançaram candidaturas à presidência do Senado e buscam frear uma possível recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando da Casa.
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Publicado em 2026-11-06 16:11:37Há uma expectativa dentro do bolsonarismo de que os encontros com Bolsonaro sirvam para definir uma estratégia conjunta sobre como o movimento pode utilizar o Senado para se fortalecer politicamente.
No entanto, Tereza Cristina não dá sinais de que pretende abrir mão de sua candidatura. Segundo Isabel Mega, isso preocupa o campo bolsonarista, pois a manutenção das duas candidaturas simultaneamente pode provocar uma divisão de votos, favorecendo justamente o projeto de Alcolumbre.
“O que se espera é que em algum momento se afunile, que seja uma ou outra”, destacou a analista.
Disputa acirrada pelos votos do Centrão
A batalha pelos votos concentra-se especialmente nos senadores ligados ao chamado Centrão. O PP, partido de Tereza Cristina, e o União Brasil, de Davi Alcolumbre, são partidos desse grupo e inclusive integram a mesma federação partidária. Essa federação já anunciou apoio a Alcolumbre logo após o resultado do segundo turno das eleições.
Por outro lado, o PL de Rogério Marinho chega ao pleito com uma bancada expressiva de ao menos 29 senadores, número que pode ainda sofrer alterações, além de contar com o apoio de mais três senadores do Novo. Segundo Isabel Mega, todos os envolvidos estão fazendo contas detalhadas, senador por senador, para identificar possíveis adesões ou deserções.
Há ainda a expectativa de que Bolsonaro contribua ativamente para essa estratégia, especialmente considerando que Michelle Bolsonaro (PL) assumirá uma cadeira no Senado.