O procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, foi preso dois dias após os Estados Unidos revogarem seu visto e o acusarem de aceitar subornos para facilitar o tráfico de drogas, informou nesta quinta-feira (1º) o Ministro de Governo do país, Marco Antonio Oviedo.
Mariaca foi preso juntamente com outras 13 pessoas na quarta-feira (30), como parte de uma operação que visava o que as autoridades descreveram como uma “organização criminosa” infiltrada no Judiciário e no Ministério Público, disse Oviedo em entrevista coletiva.
A operação ocorreu após a circulação de um vídeo e de gravações de áudio atribuídos ao suposto narcotraficante uruguaio Sebastian Marset.
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Publicado em 2026-10-01 16:22:24Marset foi capturado na Bolívia em março e posteriormente transferido para os Estados Unidos, onde aguarda julgamento.
As autoridades iniciaram a operação após a divulgação de material no qual Marset supostamente se referia a Mariaca como “amigo” e alegava ter pago US$ 500 mil (2,6 milhões de reais) para permanecer na Bolívia e continuar suas operações.
As prisões ocorrem em um momento de melhora nas relações entre La Paz e Washington, após anos de laços tensos.
Na segunda-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA acusou Mariaca de receber subornos “para facilitar o tráfico de drogas e ajudar criminosos violentos a escapar da justiça”. O ex-procurador-geral negou as acusações, classificando a decisão dos americanos como interferência política ligada a investigações que ele havia supervisionado.
A imprensa local informou que o acusado foi detido no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais da Procuradoria-Geral, uma autoridade denunciou o que descreveu como um “sequestro“.