O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou suas estimativas de inflação para todo o horizonte observado pelo colegiado.
Para 2026, a expectativa de inflação do BC foi elevada de 5,2% para 5,6%. E
m 2027, espera-se preços ainda mais pressionados, com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,7% (de 3,9% anterioramente).
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Publicado em 2026-11-04 21:26:21No horizonte relevante da polítca monetária – prazo futuro que o Copom considera para tomar suas decisões de política monetária -, hoje observado no segundo trimestre de 2028, a expectativa é por inflação de 3,5%.
Antes, esperava-se 3,2% nos primeiros três meses daquele ano.
Considerando os preços administrados – que englobam energia, transporte e saneamento -, a perspectiva do BC é ainda pior.
O Copom optou por manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4), em meio a um cenário de deterioração das expectativas do mercado.
O pessimismo dos investidores foi um dos pontos de atenção observado pelo colegiado, que destacou o “aumento significativo das incertezas em torno do cenário base” em seu comunicado.
Somadas a taxas já contracionistas e uma desaceleração da atividade econômica mais rápida que o esperado, as expectativas de inflação deterioradas representam “um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, segundo o texto.
A diretoria do BC ressaltou ainda que as expectativas do mercado para a inflação de 2026 e 2027 apuradas pelo boletim Focus distanciaram-se da meta de 3% desde a reunião de setembro, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente.
No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom evitou se comprometer com os próximos passos dos juros, citando que “seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”.
O cenário observado pela diretoria do BC é de “taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”.