Baixa adesão cancelou reunião entre clubes e Ministério do Esporte
Encontro foi cancelado sem nova data; segundo Larissa Rodrigues, times do Rio de Janeiro resistiram à reunião sem a presença de Lula
O Ministério do Esporte cancelou a reunião que estava prevista para discutir os impactos do fim das apostas esportivas no futebol brasileiro. Segundo relatos ouvidos pela analista de política Larissa Rodrigues, houve um boicote por parte dos clubes.
Segundo o próprio Ministério do Esporte, a reunião que aconteceria nesta terça-feira (25) foi cancelada por questões logísticas, uma vez que alguns representantes não conseguiriam chegar a Brasília a tempo. Porém, a versão que circulou entre fontes ligadas aos times, principalmente do Rio de Janeiro, foi diferente.
"O que eles falam é em boicote mesmo, em tom de indignação por parte dos clubes, porque a medida provisória foi editada antes desta conversa", afirmou Larissa durante o Bastidores CNN desta terça.
Recomendamos para você
Batida entre caminhão e carro deixa ferido na Via Dutra, em Guarulhos
Batida entre caminhão e carro deixa ferido na Via Dutra, em Guarulhos TV Globo Uma colisão...
Publicado em 2026-09-29 18:00:28
Pai e filha morrem após acidente entre moto e caminhão
Homem e mulher morrem em acidente no Jardim Guanabara, em Goiânia Um acidente de moto matou...
Publicado em 2026-09-29 17:59:59
Colisão entre duas motos deixa quatro pessoas feridas na Bahia
Colisão entre duas motocicletas deixa quatro pessoas feridas na Bahia Um colisão envolvend...
Publicado em 2026-09-29 17:58:40Segundo a analista, clubes de São Paulo chegaram a tentar articular a realização do encontro, mas, diante da recusa dos times cariocas, a reunião perdeu sentido. "O Ministério do Esporte sentiu que não daria muita gente", relatou Larissa.
Houve também pressão por parte dos clubes para que o presidente Lula (PT) estivesse presente no encontro. "Não havia uma grande esperança de que só com o Ministério do Esporte fosse possível avançar em alguma linha de financiamento entre os clubes e o governo", afirmou a analista.
Segundo apuração, a ausência de confirmação de representantes do Ministério da Fazenda no evento reforçou esse sentimento.
"O que o Ministério do Esporte tentou fazer era conversar com os clubes, em um primeiro momento, para depois avançar as negociações via Ministério da Fazenda, e também afastar o presidente Lula de toda essa confusão", destacou Larissa.
A analista afirmou ainda que o Ministério do Esporte fala em adiamento da reunião, mas, como não há, de fato, uma nova data para o encontro, trata-se, até um momento, de um cancelamento.
"Não se acredita, em um curto espaço de tempo, antes da eleição, que de fato essa reunião vá sair do papel", ressaltou.
A preocupação do setor esportivo é significativa. Na Série A do Campeonato Brasileiro, por exemplo, 18 dos 20 clubes possuem contratos de patrocínio com casas de apostas.
Estima-se que, apenas no ano passado, ao menos R$ 1 bilhão em patrocínios foram firmados entre sites de apostas e times das Séries A e B do Brasileirão.
Batalha judicial
Paralelamente, uma batalha judicial se intensifica entre o governo federal e entidades ligadas às bets.
A Advocacia-Geral da União ajuizou ação pedindo indenização de R$ 1 bilhão contra 17 casas de apostas por danos morais coletivos, em razão dos custos gerados ao Sistema Único de Saúde com o tratamento de pacientes com vício em jogos.
Dados do Ministério da Saúde apontam aumento de 140% na busca por esse tipo de atendimento entre 2018 e 2025.
Do outro lado, entidades do setor ingressaram no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da medida provisória que proíbe as apostas, solicitando que a eficácia seja postergada até após a análise do Congresso Nacional, o que pode ocorrer em até quatro meses.