Doze pessoas foram condenadas, nesta segunda-feira (6), por participação em um esquema criminoso que liberava a entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana, na Bahia. Entre os condenados estão dez policiais penais.
Os envolvidos foram denunciados pelo MPBA (Ministério Público do Estado da Bahia), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais).
Eles foram alvos da Operação Sísifo, deflagrada entre os anos de 2023 e 2024 em conjunto com a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização) e a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
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Publicado em 2026-07-08 09:30:23Os 12 foram condenados pela 2ª Vara Criminal da comarca de Feira de Santana pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Entre os condenados estão:
- Valmir Pereira de Jesus;
- Vitor Cerqueira de Oliveira;
- Ednilson Santana Mota;
- Isaías Gregório de Miranda Filho;
- Yure Pinheiro Costa;
- Gildo de Lima Almeida;
- Valter Ferreira de Almeida;
- Leandro Calazans Amaral;
- Rosana Souza de Oliveira;
- Luana Priscilla de Jesus Moitinho;
- Emerson Carmo dos Santos;
- Genivaldo Reis dos Santos.
Dos citados, os dez primeiros são policiais penais envolvidos no caso. Emerson Carmo dos Santos foi condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, e Genivaldo Reis dos Santos por corrupção ativa.
Valmir Pereira de Jesus, um dos policiais penais, foi identificado como líder do grupo criminoso e condenado a mais de 28 anos de prisão.
A organização criminosa
De acordo com a denúncia feita pelo MPBA, os membros do grupo criminoso utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio, recebendo vantagens indevidas em troca.
Havia, segundo as investigações, divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos para ocultar e dissimular valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados.
As investigações tiveram início após constatação pelo Ministério Público da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, levantando a suspeita da participação ativa de detentos e de policiais penais no esquema.
A CNN Brasil tenta contato com os citados e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo