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Correndo atrás nas pesquisas e após ficar atrás também no primeiro turno da eleição presidencial, a esquerda colombiana tenta levar a disputa contra o candidato da direita Abelardo de la Espriella para a esfera judicial antes do dia do segundo turno, marcado para 21 de junho.
O candidato esquerdista à presidência Iván Cepeda anunciou nesta quinta-feira (11) que apresentará denúncias contra De la Espriella à Procuradoria-Geral da Colômbia e ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Segundo informações da agência EFE, Cepeda acusa o adversário da direita de supostos vínculos com grupos paramilitares e menciona crimes como associação criminosa agravada, financiamento do terrorismo e enriquecimento ilícito.
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Publicado em 2026-06-11 20:44:19A ofensiva do representante da esquerda ocorre em um momento favorável a De la Espriella nas pesquisas. Segundo levantamento recente feito pela AtlasIntel junto com a revista colombiana Semana, o candidato de direita aparece à frente na disputa deste segundo turno, com 52,2% das intenções de voto, contra 44,5% de Cepeda.
De la Espriella também terminou o primeiro turno à de Cepeda. Naquela ocasião, ele obteve 43,7% dos votos, contra 40,9% de Cepeda, que é aliado do presidente Gustavo Petro. O segundo turno na Colômbia está sendo marcada por forte polarização.
De la Espriella reagiu às acusações de Cepeda e afirmou que os fatos mencionados pelo adversário já foram investigados no passado. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato de direita chamou a denúncia de tentativa de ataque político e acusou Cepeda de ter atuado por anos em favor de grupos guerrilheiros, como as Farc e o ELN.
A campanha de De la Espriella vem sendo alvo de decisões judiciais controversas na Colômbia neste segundo turno. Recentemente, um tribunal do país chegou a proibir a campanha do candidato de direita de utilizar a camisa da seleção nacional em atos, mas a medida foi derrubada por outro tribunal, que considerou a restrição desproporcional.
O candidato também foi impedido de usar símbolos nacionais e slogans com a palavra “pátria”. O Tribunal Superior de Bogotá determinou recentemente a retirada de propagandas com a bandeira colombiana e proibiu expressões como “Firmes por la Patria” e “Defensores de la Patria”, usadas por sua campanha.