A Associação Argentina de Futebol (AFA) afirmou nesta quarta-feira (22) que é “completamente falsa” a informação de que seu presidente, Claudio Tapia, ou o tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino, tenham sido intimados pela Justiça dos Estados Unidos a prestar depoimento.

A entidade, no entanto, confirmou que uma terceira pessoa foi convocada a comparecer diante de um grande júri norte-americano e que poderia fornecer informações sobre várias pessoas, incluindo dirigentes ligados à organização.

A imprensa argentina havia informado que agentes do FBI teriam detido Tapia e Toviggino no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, na manhã de segunda-feira (20), antes do embarque da delegação argentina em um voo fretado após a final da Copa do Mundo.

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Segundo os relatos, os agentes teriam solicitado os dispositivos eletrônicos de Tapia.

O jornal Infobae publicou que autoridades norte-americanas investigam mais de 300 milhões de dólares (cerca de R$ 1,6 bilhão) em contratos comerciais ligados à AFA, em meio a uma investigação mais ampla sobre as finanças do futebol argentino após operações realizadas em dezembro contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Segundo uma testemunha presente no aeroporto, enquanto a seleção argentina se preparava para embarcar, agentes federais questionaram Tapia e Toviggino por cerca de 30 minutos dentro de um ônibus estacionado na pista.

A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, órgão responsável pelo transporte na região, encaminhou a Reuters ao FBI, que recusou comentar o caso.

A AFA não revelou o nome da terceira pessoa convocada pela Justiça dos Estados Unidos, mas reforçou que as autoridades norte-americanas não tinham como alvo Tapia ou Toviggino.

“É absolutamente falso afirmar que Claudio Tapia ou Pablo Toviggino foram convocados a depor pela Justiça dos Estados Unidos. Também é falso dizer que seus celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico tenham sido apreendidos”, afirmou a entidade em comunicado.

A nota ainda destacou que o documento citado “não impõe nenhuma medida pessoal ao presidente da AFA ou ao tesoureiro, não determina o comparecimento deles, não estabelece qualquer obrigação processual e não registra apreensão ou confisco de bens pertencentes a eles”.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/associacao-argentina-de-futebol-rebate-caso-de-apreensao-de-celulares/