Paciente recebe polilaminina em Curitiba O artigo científico sobre o primeiro teste da polilaminina em seres humanos foi publicado nesta terça-feira (4) na revista científica “Spinal Cord”, do grupo Springer Nature. A pesquisa teve como foco avaliar se a aplicação da substância diretamente na medula era segura e poderia ser realizada. ?? Para saber se o tratamento realmente contribui para a recuperação dos pacientes, ainda serão necessários estudos maiores, com grupos de comparação. ?Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O trabalho acompanha oito pacientes com lesão traumática da medula considerada completa e relata que seis passaram a apresentar algum grau de recuperação motora. A publicação ocorre depois de o estudo ter sido divulgado, em 2024, como pré-print — uma versão preliminar sem revisão por pares — e de ter sido recusado por outros periódicos. Em março, o g1 mostrou que a pesquisadora Tatiana Sampaio reconheceu problemas no texto, entre eles um erro em um gráfico que atribuía cerca de 400 dias de acompanhamento a um paciente que morreu cinco dias após o procedimento. Esse erro foi corrigido na versão publicada. Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular aguda em 2018 e aplicou polilaminina Divulgação/@bfdrummond Paciente volta a andar e leva polilaminina aos trends; entenda o que a substância pode fazer e o que ainda não se sabe O novo artigo também traz mais detalhes sobre os exames feitos para afastar o chamado choque medular, condição temporária que pode dificultar a avaliação inicial da gravidade da lesão. Ainda assim, não informa quantos pacientes foram avaliados e ficaram de fora do estudo. ?? ENTENDA: como não houve comparação com pacientes semelhantes que deixaram de receber a polilaminina, não é possível determinar se a evolução observada veio da substância, da recuperação natural, da cirurgia ou da fisioterapia. Estudo da polilaminina aponta que proteína pode ajudar a devolver movimentos para quem tem lesões na medula Reprodução/TV Globo Outro ponto sensível é a taxa de recuperação espontânea usada como referência. No pré-print, os pesquisadores falavam em cerca de 9%. No artigo publicado, passaram a citar uma faixa de 0% a aproximadamente 15%. Durante tentativas anteriores de publicação, revisores haviam apontado estudos com taxas que poderiam chegar perto de 40%. Essa diferença é importante porque os autores usam a recuperação de seis dos oito pacientes, ou 75% da amostra, para afirmar que o resultado parece superior ao esperado. Sem uma comparação direta com pacientes semelhantes que não receberam a substância, porém, essa conclusão continua limitada. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o artigo, não houve piora neurológica nem evento adverso grave atribuído ao procedimento. Três pacientes morreram durante o acompanhamento, por pneumonia, tamponamento cardíaco e sepse. Os casos foram avaliados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e não foram relacionados à aplicação. Entenda como funciona a polilaminina. Arte/g1 O que a polilaminina pode fazer e o que ainda não se sabe sobre a substância
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