O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos confirmou, nesta segunda-feira (14), que o país implantou armas no espaço para defender as forças americanas. Embora o Pentágono não tenha divulgado as especificações das armas criadas, as armas de contraespaço (ASAT) já conhecidas podem esclarecer o funcionamento desse tipo de tecnologia.

De acordo com análises do CSIS (Center for Strategic and International Studies), existem quatro categorias de ASATs já utilizadas: as armas físicas cinéticas, físicas não cinéticas, eletrônicas e cibernéticas.

Armas Físicas Cinéticas

Os ataques físicos cinéticos são os mais conhecidos e visualmente impactantes, já que buscam destruir fisicamente o satélite ou a infraestrutura de suporte. Confira os tipos de armas abaixo:

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Armas Físicas Não Cinéticas

Já neste tipo de ataque, o alvo é danificado fisicamente sem que haja contato mecânico direto entre projéteis, e podem ser realizados usando as seguintes armas:

Ataques eletrônicos

Os ataques eletrônicos, em vez de destruir o hardware do satélite, buscam neutralizar a transmissão e o recebimento de dados por meio de frequências de rádio, sendo temporários e reversíveis.

Ataques cibernéticos

Estes ataques podem ser usados para interceptar e corromper dados ou assumir o controle de sistemas. Ao contrário dos ataques eletrônicos, que interferem na transmissão de dados via sinais de radiofrequência, os ataques cibernéticos têm como alvo os próprios dados e os sistemas.

Podem ser realizados das maneiras a seguir:

O anúncio dos EUA

A fala do secretário foi o primeiro reconhecimento público de capacidades militares em órbita e um sinal deliberado àqueles que representam potenciais ameaças no domínio.

“Hoje continuamos a garantir que permanecemos prontos para enfrentar os desafios das ameaças em evolução onde quer que existam”, disse Meink na Air, Space and Cyber Conference, um encontro anual organizado pela Air & Space Forces Association em National Harbor, Maryland. “É por isso que os Estados Unidos agora possuem armas de controle espacial em órbita, capazes de defender a força conjunta contra ações hostis de adversários.”

Meink não forneceu detalhes sobre as armas e, quando solicitado a se aprofundar, recusou-se a fornecer informações adicionais. Não se sabe quando as armas foram colocadas em órbita.

O presidente Donald Trump tem exaltado a US Space Force, que ele criou em 2019 como parte da Força Aérea, como um passo histórico para fortalecer as capacidades de defesa dos EUA em meio a uma corrida armamentista em avanço, na qual China e Rússia têm desafiado a dominância americana no espaço.

Conforme a CNN noticiou em 2024, informações de inteligência dos EUA sugerem que a Rússia também envidou esforços para desenvolver uma arma nuclear baseada no espaço que utilizaria uma onda de energia massiva, conhecida como pulso eletromagnético, para potencialmente neutralizar uma grande parcela de satélites comerciais e governamentais — alegação que Moscou negou.

Tal arma poderia ter impactos amplos e devastadores — por exemplo, comprometendo os satélites dos quais o mundo depende para prever o tempo e responder a desastres, ou até mesmo potencialmente afetando sistemas de navegação global usados para tudo, desde operações bancárias e transporte de cargas até o acionamento de aplicativos de transporte e o despacho de ambulâncias.

*Com informações de Hanna Park, da CNN



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/armas-dos-eua-em-orbita-como-funcionam-ataques-espaciais/