Arko: Popularidade de Lula depende mais de erros dos adversários
Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, avalia pesquisas eleitorais e aponta que eleição de 2026 é marcada pela rejeição, não pela conquista de votos
Três pesquisas eleitorais divulgadas em uma mesma semana reacenderam o debate sobre o cenário político brasileiro. A Nexus/BTG, a Futura/Apex e a Genial/Quaest apresentaram resultados com dinâmicas distintas, mas com uma tendência comum: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como favorito, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta crescimento de rejeição.
Ao Hora H, , Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, analisou os dados das três pesquisas e destacou que, apesar do atual favoritismo de Lula, a eleição está longe de estar definida. Segundo Aragão, Lula se ancora muito mais na rejeição do seu adversário do que em suas próprias questões.
Rejeição como termômetro da disputa
Aragão chamou atenção para um dado específico da pesquisa Genial/Quaest: a percepção de moderação de Flávio Bolsonaro caiu de 39% para pouco mais de 20%. "Ele estava tentando construir a imagem de um Bolsonaro mais moderado, o Bolsonaro que tomava vacina", explicou o analista.
Recomendamos para você
Argentina que chega a mais uma final de Copa do Mundo vibra no ritmo de um gênio do futebol: Lionel Messi
Argentina chega à decisão da Copa do Mundo sob o ritmo do gênio Lionel Messi A Argentina ...
Publicado em 2026-07-15 22:40:49
Como o governo Lula pretende reagir ao tarifaço de Trump
Governo avalia Lei da Reciprocidade, auxílios e negociações diretas para responder ao tarifaço d...
Publicado em 2026-07-15 22:23:11
Flávio nega jogo político após crise com Michelle: “Não tenho mais relação”
Senador afirma que não mantém mais contato com a madrasta e que não assistiu ao vídeo que ela po...
Publicado em 2026-07-15 22:14:10Segundo ele, Flávio enfrenta um momento difícil, tendo que responder a diversas questões na imprensa, acalmar o PL e lidar com possíveis alianças regionais sendo colocadas de lado por temores de novos episódios.
Sobre a taxa de rejeição dos dois candidatos, Aragão avaliou que ela não é tão volátil, uma vez que ambos os movimentos — o lulismo e o bolsonarismo — são amplamente conhecidos pelo eleitorado.
"É difícil abaixar a rejeição de uma figura Bolsonaro ou de uma figura Lula", disse. Ele mencionou ainda uma pesquisa chamada "Mapa da Rejeição", desenvolvida pela Arko em parceria com a Atlas, que buscou medir não apenas o nível de rejeição, mas a intensidade dessa rejeição em diferentes campos, como o econômico e o ideológico.
Para Aragão, uma rejeição de 55% a 57% de Flávio Bolsonaro, se confirmada, seria "quase um impeditivo de vitória".
Teto de Lula parece congelado
Questionado sobre se já seria possível identificar o teto de Lula e o piso de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, Aragão foi direto: "O teto do Lula parece bem congelado nesse momento."
O analista destacou que, historicamente, presidentes que buscam a reeleição costumam aumentar bastante sua popularidade no ano eleitoral — algo que tem ocorrido de forma muito tímida no caso atual.
Isso se dá mesmo após uma série de medidas anunciadas, como isenção do imposto de renda, crédito para motociclistas, subsídio para gás de cozinha, zeragem da conta de luz para as pessoas mais pobres e o Desenrola.
"Era de se esperar uma melhora maior", avaliou Aragão. Para ele, o favoritismo de Lula está ancorado muito mais na rejeição do adversário do que nas medidas do governo. "Essa é uma eleição de rejeição, essa não é uma eleição de conquista de voto", concluiu. "Depende muito mais do erro do outro do que dos gols que a campanha do Lula fizer."