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O vídeo de um homem nu dançando em uma apresentação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) gerou revolta nas redes sociais esta semana. Nas imagens, um artista, que se apresenta como preto, caiçara, neurodivergente, LGBT+ e doutorando em Educação, aparece sem nenhuma roupa e com o corpo pintado, dançando em uma galeria da instituição. A cena provocou indignação de estudantes e parlamentares.
“Dinheiro público, dinheiro seu, dinheiro meu, sendo utilizado para financiar pornografia”, criticou uma estudante em vídeo gravado nas redes sociais. “Acionei todos os órgãos públicos através da Lei 12.527, que é a Lei de Acesso à Informação, para detalhar quanto foi pago por essa porcaria”, pontuou o vereador Matheus Faustino (União Brasil), da cidade de Natal. A denúncia foi realizada em seu perfil no Instagram.
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Publicado em 2026-05-15 17:52:07De acordo com divulgação realizada pelo site oficial da UFRN, a apresentação artística foi realizada em três sessões, entre os dias 11 e 13 de maio, na Galeria Laboratório, do Departamento de Artes (Deart) da instituição. Com o título “Papangu”, a peça foi oferecida ao público de forma gratuita, com indicação para pessoas com mais de 18 anos.
No entanto, o vereador Faustino argumenta em suas redes sociais que o local da peça não apresentaria nenhuma identificação a respeito da faixa etária indicada e que uma placa teria sido colocada no local após a repercussão negativa do evento.
“Depois da nossa denúncia, o próprio produtor colocou uma placa de ‘proibido filmar’ e também uma placa que a gente reivindicou de ‘proibido para menores de idade’”, relatou o parlamentar, ao questionar a falta de fiscalização da UFRN e o custo do espetáculo.
“Vasculhamos todos os canais de transparência de todos os órgãos que patrocinaram essa apresentação bizarra e o que encontramos? Nada. Parece que querem esconder o quanto torraram nessa porcaria”, continuou.
Segundo o site oficial da UFRN, oprojeto foi contemplado nos editais de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, e realizado com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a universidade, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.