Uma semana após os terremotos que atingiram a Venezuela, milhares de pessoas seguem sem um lugar para morar. Barracas de acampamento passaram a lotar um dos principais parques de Caracas, onde famílias com crianças e bebês estão vivendo em condições precárias.
A repórter da CNN Osmary Hernández mostrou a situação no local, descrevendo o parque como um ponto de refúgio para pessoas que perderam tudo ou tiveram suas residências parcialmente danificadas pelo poderoso duplo terremoto que causou grandes estragos em diferentes partes do país.
Também estão no local aqueles que, mesmo com as casas de pé, sentem medo de voltar a morar nelas.
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Publicado em 2026-07-01 21:23:49Famílias relatam destruição e incerteza
O jovem Luis Enrique González, encontrado pela repórter no parque, sentado sob uma árvore com um bebê de dois meses no colo por causa do calor intenso, relatou a devastação sofrida.
“A casa que se nos derrubou se partiu pela metade — um lado foi e o outro ficou”, disse ele, acrescentando que, por sorte, nenhum dos sete moradores estava em casa no momento do tremor.
Questionado sobre o futuro, o homem demonstrou incerteza: “Ainda não pensamos no futuro porque não sabemos o que vem pela frente.”
Ao ser perguntado sobre o que pedia às autoridades, foi direto: “Que nos ajudem, que nos deem condições para sobreviver e um lugar para nos estabelecer e viver, porque agora estamos em uma situação em que não temos onde morar.”
Outra moradora que se encontrava no parque, Yelkys Delgado, também relatou o drama vivido por sua família. “Nos afetou muito, porque as casas foram arrasadas e temos filhos pequenos”, disse ela, que está no local com a mãe, irmãs e quatro filhos — com idades de 2, 10, 12 e 15 anos —, além de uma sobrinha de dois meses.
Apesar da situação difícil, ela demonstrou gratidão por estarem vivos: “Damos graças a Deus que estamos aqui, porque, lamentavelmente, muita gente morreu.”
Segundo Osmary, o parque é apenas um dos pontos onde foram instalados abrigos para os afetados pelos terremotos. No local, homens, mulheres e crianças aguardam uma resposta definitiva das autoridades.