O União Brasil e o PP, partidos que compõem a Federação União Progressista, decidiram liberar seus filiados para participar do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apuração é do analista de política Pedro Venceslau, que detalhou o movimento das legendas do Centrão em direção à futura gestão.

“Quem puxou a fila foi o PSD, porque o PSD, ao contrário dos demais partidos do Centrão, optou pela neutralidade no segundo turno”, afirmou o analista durante o CNN 360º desta sexta-feira (30). Com isso, o PSD teria prioridade nas negociações por espaços na esplanada dos ministérios.

O PSD, de Gilberto Kassab, ocupa atualmente três ministérios e deseja manter pelo menos dois deles: o de Minas e Energia e o da Agricultura. O Ministério da Pesca, por sua vez, estaria disponível para negociação, já que a legenda almeja uma pasta de maior relevância.

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Alexandre Silveira, titular de Minas e Energia, é apontado como bem avaliado por Lula, sobretudo por sua atuação em Minas Gerais, estado considerado determinante para a vitória eleitoral. Além disso, o nome do deputado Antônio Brito (PSD-BA), surge como cotado para ocupar o terceiro ministério da cota do partido.

União Brasil e PP: de oposição à base do governo

A Federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, havia declarado oficialmente oposição ao governo antes do primeiro turno. No entanto, os partidos mantiveram seus quadros ocupando espaços na esplanada dos ministérios.

Agora, ao liberar seus filiados para integrar o governo, as legendas sinalizam uma mudança de postura. “Não significa que eles estão pedindo nada, mas dando um recado: estamos aqui, topamos participar”, explicou Venceslau.

O analista ressaltou que os partidos passariam a integrar a base do governo, porém de forma independente.

O Republicanos, que teve Silvio Costa Filho ocupando o Ministério de Portos e Aeroportos até o começo de 2026, também foi citado no contexto das negociações. “É uma ministério bastante importante e cobiçado”, afirmou.

Venceslau destacou ainda que Lula enfrentará grandes dificuldades para acomodar todos os partidos do Centrão, além dos aliados que perderam as eleições ou permaneceram no governo a seu pedido. “Ele vai ter que fazer uma engenharia e talvez até criar novos ministérios”, concluiu o analista.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-psd-federacao-uniao-pp-vai-abrir-conversas-com-lula/