O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu destaque e interrompeu o julgamento destinado a referendar uma liminar concedida por ele para determinar a retirada um vídeo do perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um suposto “tesouraço” em programas sociais que seria promovido pelo senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A suspensão do julgamento, porém, foi pedida após os outros ministros terem formado maioria para derrubar a decisão e liberar o vídeo de Lula.
O pedido de destaque transfere para uma sessão presencial um julgamento que estava em andamento no plenário virtual, modalidade em que os ministros têm um prazo para registrar seus votos no sistema eletrônico do tribunal. Na prática, ele interrompe um julgamento até a apreciação do plenário, mantendo válida a liminar.
Recomendamos para você
No horário eleitoral, Lula questiona posição de Flávio sobre fim da escala 6x1; candidato do PL aborda Ministério da Prosperidade
Flávio Bolsonaro e Lula REUTERS/Diego Vara e REUTERS/Adriano Machado A propaganda eleitoral...
Publicado em 2026-10-15 14:30:39Incêndio em prédios no Centro de Manaus: 15 pessoas são atendidas após inalarem fumaça
Incêndio atinge prédio no Centro de Manaus Quinze pessoas foram atendidas por equipes de emerg...
Publicado em 2026-10-15 14:26:56
'Preocupado, mas confiante', diz presidente da CNBB sobre câncer do Papa Leão XIV após visita ao Vaticano
Papa Leão XIV se recupera bem após retirar câncer no pulmão, diz Vaticano O presidente d...
Publicado em 2026-10-15 14:25:03A liminar foi concedida por Mendonça na terça-feira (13) e determinou a retirada do vídeo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento ou de nova publicação de conteúdo semelhante. As plataformas também foram intimadas a remover o material caso Lula não cumprisse a ordem no prazo estabelecido.
No vídeo, o presidente afirma que Flávio Bolsonaro promoveria cortes em programas sociais e políticas públicas, como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres.
Ao justificar a posição, Mendonça classificou o conteúdo como “sabidamente inverídico”. Segundo o ministro, a publicação atribui ao candidato do PL a intenção de acabar com esses programas ou reduzir os recursos destinados a eles.
A decisão cita o plano de governo de Flávio Bolsonaro registrado no TSE, que prevê a manutenção e o aperfeiçoamento das políticas públicas mencionadas.
Como a decisão de Mendonça foi concedida em caráter liminar, ela precisava ser submetida à análise do plenário do TSE. Caso a maioria dos ministros votasse pela derrubada da medida, a publicação poderia voltar a circular.
Com o pedido de destaque, porém, a liminar continua em vigor até que o caso seja levado novamente a julgamento. Caberá ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definir quando o processo voltará à pauta do plenário virtual. Não há prazo para que isso ocorra.