O Ministério dos Transportes pretende concluir, nos próximos meses, o envio de mais quatro projetos ferroviários ao TCU (Tribunal de Contas da União), após atrasos no cronograma. O primeiro leilão ferroviário do ano estava previsto para abril.
Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, os projetos que devem ser encaminhados à corte de contas são o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, os três lotes da Malha Sul, a ferrovia Açailândia (MA)-Barcarena (PA) e a concessão ferroviária de passageiros entre Luziânia (GO) e Brasília
O Corredor Leste-Oeste é considerado um dos principais projetos da carteira ferroviária federal. A proposta conecta Lucas do Rio Verde (MT) ao Porto Sul, em Ilhéus (BA), integrando a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) e a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). O objetivo é criar uma alternativa para o escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste, hoje concentrada nos portos das regiões Sul e Sudeste.
Recomendamos para você
Homem é preso por ameaça, desacato e resistência após atacar policiais em tentativa de entrar em circuito de festa junina na Bahia
Situação aconteceu durante os festejos juninos da cidade de Capim Grosso Prefeitura de Cap...
Publicado em 2026-06-22 18:09:13
Zeekr 7X Premium é versão mais barata que roda 491 km e custa R$ 378 mil
Com apenas um motor elétrico, o carro tem 421 cv de potência e aceleração de 0 a 100 km/h em sei...
Publicado em 2026-06-22 18:08:11
Cinco crianças são resgatadas em situação de abandono após serem encontradas em rua de Manaus
...
Publicado em 2026-06-22 18:05:16Já os três lotes da Malha Sul abrangem a rede ferroviária dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atualmente operados pela Rumo. O projeto, que tem sido criticado pelos governos sulistas, prevê uma nova modelagem de concessão para modernização da infraestrutura e recuperação de trechos subutilizados.
A ferrovia Açailândia-Barcarena busca conectar a Ferrovia Norte-Sul ao Porto de Vila do Conde, no Pará, criando uma nova alternativa de acesso ao Arco Norte para o transporte de grãos, fertilizantes e combustíveis.
Já o trecho de passageiros entre Luziânia e Brasília utilizará a infraestrutura ferroviária existente para atender a população do Entorno Sul do Distrito Federal, região que concentra forte fluxo diário de trabalhadores para a capital federal.
Atualmente, quatro projetos ferroviários já estão sob análise do TCU: Minas-Rio, Malha Oeste, EF-118 e Ferrogrão. Santoro afirmou, após evento de inauguração da Ferrovia Estadual do Mato Grosso, que a expectativa é que essas licitações sejam deliberadas nos próximos meses.
Sobre a Ferrogrão, o ministro afirmou que o projeto “já já vai ser aprovado” e que a pasta já encaminhou todos os documentos faltantes para o Tribunal de Contas. A ferrovia é considerada uma das principais apostas do governo para 2026, embora ainda existam dúvidas no mercado sobre a estruturação financeira necessária para viabilizar os elevados investimentos exigidos pelo empreendimento.
Mudança no cronograma
Apesar da manutenção da carteira de oito projetos ferroviários, o cronograma do governo sofreu atrasos. A previsão inicial era iniciar os leilões em abril com o corredor Minas-Rio, mas o projeto acabou adiado. Santoro afirmou que o processo pode ser apreciado pelo TCU ainda nesta semana, embora a análise não conste, até o momento, na pauta pública do tribunal.
Com as mudanças no cronograma, o governo passou a trabalhar com a realização do primeiro leilão ferroviário em setembro, quando está prevista a licitação da EF-118, também chamada de Anel Ferroviário Sudeste. Para que o cronograma seja mantido, o edital precisará ser publicado até o dia 30 de junho.
O ministro também admitiu que parte da carteira pode ficar para 2027. Segundo ele, os três lotes da Malha Sul e a ferrovia Açailândia-Barcarena são os projetos com maior possibilidade de postergação.
Atualmente, o cronograma oficial do Ministério dos Transportes prevê cinco leilões ferroviários ainda em 2026: EF-118 em setembro, Minas-Rio em outubro, Malha Oeste em novembro e Ferrogrão e Corredor Leste-Oeste em dezembro.
*A reportagem viajou a convite da Rumo