A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (19) a telisotuzumabe vedotina, uma terapia-alvo para pacientes adultos com câncer de pulmão avançado ou metastático. Com a decisão, o Brasil se torna o segundo país a aprovar a terapia. O primeiro foi os Estados Unidos.
O tratamento é destinado para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) não escamoso, um tipo do tumor que abrange cerca de 80% a 85% dos casos, e que tenham alta superexpressão (aumento anormal) da proteína c-Met (um biomarcador do câncer).
O medicamento é um ADC (anticorpo droga conjugado), que combina anticorpos com fármacos para atacar células cancerígenas, desenvolvido pela biofarmacêutica AbbVie.
Recomendamos para você
Oito seções eleitorais sofrem mudanças no local de votação na Paraíba
Oito seções eleitorais sofrem mudanças no local de votação na Paraíba Matheus Guerra/...
Publicado em 2026-10-19 13:26:57
E-Commerce Brasil amplia atuação e cria nova agenda de encontros para o mercado digital
Fórum E-Commerce Brasil 2026 reuniu milhares de profissionais em uma programação dedicada...
Publicado em 2026-10-19 13:23:57
Jovem morre atropelado em acostamento enquanto tirava foto com amigos e familiares a caminho de pescaria, no Paraná
Claudinei Lima Fagundes tinha 18 anos Cedida pela família O jovem Claudinei Lima Fagundes, ...
Publicado em 2026-10-19 13:19:37: Câncer de Pulmão: idade do papa pode afetar o tratamento e a recuperação? CNN Brasil
A decisão da Anvisa se baseou no estudo de Fase 2 LUMINOSITY, também utilizado como base para a aprovação dos EUA. Entre os participantes com alta expressão da c-Met, em pelo menos 50% das células tumorais, os resultados foram:
- taxa de resposta objetiva de 34,6%;
- duração mediana da resposta de 9 meses;
- sobrevida global mediana de 14,6 meses.
Como funciona a terapia-alvo?
Segundo a Abbvie, a terapia se liga à c-Met, um receptor da tirosina quinase que pode aparecer em quantidade aumentada em alguns tumores, e entrega uma carga citotóxica (capacidade de destruição) diretamente às células que expressam a proteína, que está associada a um pior prognóstico.
Por isso, a terapia depende da identificação desse biomarcador no tumor.
A identificação de biomarcadores na oncologia tem permitido avançar em direção a tratamentos cada vez mais personalizados.
William William, oncologista e líder nacional de Oncologia Torácica do Grupo Oncoclínicas
Para ele, a nova terapia é “uma abordagem desenvolvida para uma população específica”, que pode ampliar as alternativas disponíveis a esses pacientes.
Segundo Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil, a aprovação oferece “uma nova opção de tratamento” a pessoas com um perfil específico de biomarcadores que já passaram por terapia sistêmica.
As terapias-alvo são uma parte importante da oncologia de precisão, pois são desenvolvidas para atuar sobre características moleculares definidas das células tumorais. Continuaremos investindo em ciência, pesquisa clínica e inovação para ajudar a transformar a vida dos pacientes.
Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil
Quanto à segurança, as reações adversas mais comuns observadas no estudo foram neuropatia periférica, fadiga, diminuição do apetite e edema periférico.
Câncer de pulmão
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 35.380 novos casos por ano no triênio 2026–2028. O instituto também registrou mais de 32 mil mortes por câncer de traqueia, brônquios e pulmão em 2024.
Cerca de 75% dos casos são diagnosticados em estágios avançados ou metastáticos. Nessa fase, as opções de tratamento são mais limitadas e possibilita as chances de cura.