A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta semana, um novo medicamento oral para o tratamento de câncer de mama em estágios mais avançados.
A agência explica que o medicamento “Inluriyo” serve para o tratamento de pessoas que são positivos para receptor de estrogênio (ER+), negativos para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-), com mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m), e que foram previamente tratados com terapia endócrina.
Além disso, as alterações no gene ESR1, que são, praticamente ausentes nos estágios iniciais nos tumores de mama, mas que ao longo do tratamento passam a criar resistências à hormonioterapia.
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Publicado em 2026-06-25 17:40:06Assim, o “Inluriyo” visa atuar especificamente bloqueando e facilitando a degradação desses receptores de estrogênio, o que contribui para retardar a progressão da doença.
Dados do estudo sobre o medicamento demostraram que a monoterapia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 38% em comparação com a terapia endócrina padrão. Em relação àqueles pacientes com o câncer de mama metastático, o “Inluriyo” apresentou uma melhoria na sobrevida livre de progressão (SLP), atingindo uma mediana de 5,5 meses, o que contrasta com a média de 3,8 meses observados com as terapias comuns.
As análises também apontaram que o remédio tem efeitos colaterais caracterizados como de intensidade leve a moderada, pois apresentam diarreia, náusea, anemia e fadiga como as principais consequências.
O estudo para analisar os efeitos do tratamento com o novo medicamento foi feito com a participação de 874 pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático ER+, HER2–, cuja doença havia retornado ou progredido durante ou após uma terapia com inibidor de aromatase, com ou sem um inibidor.
*Sob supervisão de AR.