Antes de Balogun, Garrincha já teve expulsão perdoada na Copa
Atacante dos EUA foi absolvido de suspensão, em caso que lembra episódio polêmico com o craque brasileiro no Mundial de 1962
A Fifa retirou a suspensão do atacante Balogun, destaque dos Estados Unidos na Copa do Mundo, que havia sido expulso em partida contra a Bósnia. A decisão remete a um episódio histórico com o craque brasileiro Garrincha, que também teve uma expulsão perdoada na Copa de 1962, abrindo caminho para o bicampeonato mundial da Seleção.
O Código Disciplinar da Fifa, em seu artigo 27, permite que o "órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar". Foi com base nesta regra que a suspensão automática de Balogun foi anulada. Assim, o técnico Mauricio Pochettino terá o artilheiro à disposição para as oitavas de final contra a Bélgica, nesta segunda-feira (6), em Seattle.
Em 1962, durante a semifinal da Copa no Chile, Garrincha foi expulso aos 42 minutos do segundo tempo na vitória de 4 a 2 do Brasil sobre os donos da casa, partida em que marcou os dois primeiros gols da Seleção. O ídolo brasileiro, grande nome daquela competição após a lesão de Pelé, foi julgado antes da final contra a Tchecoslováquia, em 17 de junho, também em Santiago.
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Publicado em 2026-07-05 18:03:48Vale lembrar que o cartão vermelho só foi implementado no Mundial de 1970, no México. Dessa forma, na Copa de 1962, as expulsões ocorriam verbalmente, dependendo do discernimento do árbitro. Diferentemente de Balogun, Garrincha não recebeu um cartão vermelho, mas sim uma ordem direta para deixar o campo.
O perdão a Garrincha em 1962
Por quatro votos a três, Garrincha foi absolvido pelo tribunal da Fifa e pôde enfrentar os tchecos na decisão. Nos bastidores, a absolvição do ponta foi influenciada por um telegrama do então primeiro-ministro brasileiro, Tancredo Neves, buscando interferir na decisão.
A diretoria da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) também teve participação crucial no episódio. Registros indicam que o bandeirinha uruguaio Esteban Marino, que seria testemunha-chave por ter visto o revide de Garrincha contra o chileno Rojas, "sumiu" antes do julgamento.
Impacto das decisões
Apesar de toda a manobra e de uma gripe forte que o afetou, Garrincha não teve uma atuação brilhante na final de 1962. Contudo, sua presença em campo é considerada fundamental para a vitória de 3 a 1 do Brasil, que garantiu o bicampeonato mundial, coroando uma Copa espetacular do jogador.
A decisão favorável a Balogun permite que os Estados Unidos contem com seu principal atacante em um momento decisivo da Copa, assim como a absolvição de Garrincha foi vital para o Brasil há mais de 60 anos, embora com circunstâncias controversas.
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