AngloGold quer explorar ouro na América Latina para impulsionar crescimento
Em entrevista ao Mapa da Mina, Luís Otávio de Lima, CEO da companhia, afirmou que terrítorio ainda "tem muito espaço" para exploração
A AngloGold Ashanti, gigante da mineração global, buscará ampliar a exploração do território viável para o ouro na América Latina. A declaração foi feita pelo CEO da companhia, Luís Otávio de Lima, ao programa Mapa da Mina exibido nesta quarta-feira (27).
"O Brasil ainda tem muito espaço territorial para exploração. Eu acredito que a gente tem potencial como país de crescimento, mas também como AngloGold na América Latina, onde a gente já está atuando", disse o executivo.
Lima destacou a Argentina como país com "grande potencial" para exploração dentro do continente. Ainda assim, destacou que o centro das atenções no momento está voltado para os Estados Unidos.
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Publicado em 2026-05-27 19:38:58"Hoje, o nosso grande foco em Américas é numa operação em Nevada, onde a gente acabou de fazer um anúncio ne, inclusive, ganhamos um prêmio com mais de 5 milhões de onças como recurso e reserva na operação", declarou.
A AngloGold também tem um ativo na Colômbia, o Projeto Quebradona, empreendimento de mineração subterrânea de ouro, cobre e prata.
À CNN, o CEO da AngloGold disse que é preciso passar por alguns processos para viabilizar o projeto, mas que a companhia não pretende desistir do ativo.
"No momento, a gente não vê essa desistência em todas as discussões, estamos trabalhando no time do depósito como um todo. Temos o que eu chamo de direcionamento de portfólio", afirmou.
Presente no Brasil há mais de 190 anos, a AngloGold Ashanti é a maior produtora de ouro do país e a terceira maior do mundo.
Em solo nacional, a mineradora atua com operações subterrâneas em três unidades, sendo Cuiabá (em Sabará/MG), Córrego do Sítio (em Santa Bárbara/MG) e Serra Grande (Crixás/GO).
Ouro como mineral crítico
Ainda durante o programa, a companhia defendeu a entrada do ouro como um mineral crítico no novo marco legal do setor, aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado.
Ao ser questionado, Lima disse que o ouro complementa os minerais críticos e serve como um "motor econômico" financeiro para o país.
"Defendemos (...) quando a gente fala muito em minerais críticos, falamos no motor da infraestrutura, em descarbonização, de toda a parte de infraestrutura e tecnologia", afirmou.
O PL dos Minerais Críticos aprovado pela Câmara focou em "minerais estratégicos" para a transição energética e teconologia, como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. O ouro ficou de fora. Para o metal ser incluído, é preciso haver mudanças no projeto durante apreciação no Senado -- o que devem fazer com que o texto volte para a Casa Baixa.