A nove dias da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) volta a ser associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo reportagem publicada pela revista Piauí, Flávio teria utilizado, em janeiro de 2025, uma aeronave ligada aos negócios de Vorcaro para uma viagem dos Estados Unidos ao Brasil.

Durante o Live CNN desta quinta-feira (24), a analista de política Isabel Mega avaliou que a nova revelação tira Flávio Bolsonaro de uma espécie de zona de conforto no noticiário.

“Desde que a gente teve a confirmação de que Flávio era formalmente investigado no caso Dark Horse, houve uma celebração do outro lado, da campanha do PT”, afirmou Mega.

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A comemoração petista, segundo a analista, se deve ao resultado de alguns institutos de pesquisa apontando que os brasileiros passaram a fazer uma conexão maior entre Flávio e o escândalo do Banco Master.

Mega destacou que o jatinho em que Flávio viajou trata-se do mesmo que, segundo imagens reveladas pelo jornal O Globo, foi utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes. A analista descreveu os voos como uma operação habitual do ex-banqueiro:

“Ele se colocava como uma espécie de prestador de serviços para a classe política, deixando essas aeronaves à disposição e, com isso, ele mantinha uma relação de estreitamento com diversos segmentos da política e do poder na capital federal.”

A analista também destacou o nome do advogado Willer Tomaz, próximo de Flávio e citado em investigações sobre fraudes no INSS. “Mais uma convergência [entre o INSS e Banco Master] pintando no noticiário.”

Adversários aproveitam o momento

O episódio gerou reação imediata das campanhas adversárias. O PT foi um dos primeiros a compartilhar a reportagem da revista Piauí.

O secretário de comunicação do partido, Éden Valadares, questionou nas redes sociais: “Onde começa o banqueiro e onde termina o candidato? Afinal, é Daniel Bolsonaro ou Flávio Vorcaro?”

Além do PT, outros candidatos também intensificaram o discurso contra o candidato do PL. “Porque temem uma movimentação de voto útil para o Flávio Bolsonaro”, afirmou Mega.

Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), embora com menor expressão nas pesquisas, ainda mantêm uma capilaridade de voto que, segundo a analista, dificulta o encerramento da eleição já no primeiro turno.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-flavio-bolsonaro-volta-para-defensiva-em-caso-master/