A dois dias do início da Copa do Mundo, é seguro dizer que os ânimos estão esquentando tanto dentro quanto fora de campo.

Enquanto as seleções dão os retoques finais em suas preparações e se isolam em seus centros de treinamento espalhados pelos Estados Unidos, México e Canadá, problemas já previsíveis com vistos começaram a dominar as manchetes antes mesmo de a bola rolar.

Problemas com vistos antecedem a ‘Copa do Caos’

Nos meses que antecederam esta semana de abertura, houve muita discussão sobre quem conseguiria ou não entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo. Agora que o momento chegou, a realidade das duras regras de imigração do presidente Donald Trump está se impondo de forma implacável.

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As políticas rigorosas do governo Trump já haviam colocado em xeque a participação de pessoas de determinados países no torneio. Isso se transformou em uma dura realidade neste fim de semana, quando o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada negada nos Estados Unidos.

Artan foi eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025 e havia sido escolhido pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para atuar no Mundial deste ano. Contudo, ele não poderá mais participar, conforme confirmado pela FIFA. O governo dos EUA alegou “preocupações no processo de triagem”.

Quando questionado sobre o caso de Artan, um porta-voz da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou à CNN que o árbitro passou por uma inspeção adicional ao desembarcar em Miami, vindo de um voo de Istambul. A Somália é uma das 39 nações afetadas pelo veto de viagem implementado pela gestão Trump.

Um porta-voz da FIFA declarou que cabe ao governo do país anfitrião determinar quem recebe o visto e quem é “admitido em seu território”.

Apesar das circunstâncias, estou com o espírito positivo e focado nos próximos desafios da minha carreira na arbitragem”, disse Artan em comunicado. “Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens, desejar o melhor sucesso aos meus colegas durante a Copa do Mundo e espero me juntar a eles novamente em competições futuras.”

A notícia do veto a Artan surge logo após outras seleções, notadamente o Irã, também enfrentarem problemas para ingressar nos Estados Unidos, com um aumento expressivo nas medidas de segurança para certas delegações que desembarcaram para o torneio.

Enquanto isso, de acordo com informações da BBC Sport, há relatos de que vários torcedores da Escócia tiveram suas permissões de viagem revogadas no último minuto, o que lhes custou milhares de dólares em passagens aéreas e reservas de hotel não reembolsáveis.

Essa bola de neve de problemas gerou uma forte e compreensível onda de rejeição pública, levando o ex-craque do Arsenal e da seleção inglesa, Ian Wright, a rotular a competição como a “Copa do Caos”.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/analise-esta-ja-e-a-copa-do-mundo-do-caos/