Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), revela como a situação financeira dos brasileiros está diretamente relacionada ao cenário eleitoral. Os dados mostram que temas econômicos permanecem no centro das preocupações do eleitorado, influenciando as escolhas políticas. A analista de Economia da CNN Lucinda Pinto comenta o tema ao Hora H.
Orçamento das famílias sob pressão
Para 44,2% dos entrevistados, o aumento no preço dos alimentos é o fator que mais impacta negativamente o orçamento familiar. Lucinda destacou que, mesmo com o arrefecimento da inflação, o custo dos alimentos ainda representa um peso considerável, especialmente para as famílias de menor renda.
O segundo item de maior pressão sobre o orçamento é o endividamento e os juros, citado por 25% dos entrevistados — uma queda em relação aos 33,5% registrados em abril.
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Publicado em 2026-09-23 20:03:03Em terceiro lugar aparecem as contas básicas, apontadas por 32,1% dos entrevistados como principal fator de pressão. “É alimentação, conta, luz, aluguel. É disso que consome o orçamento das famílias”, resumiu a analista.
Melhora na margem, mas quadro ainda preocupa
Os dados indicam uma leve melhora em relação ao levantamento anterior. Em abril, 40,2% dos entrevistados relatavam que o dinheiro não havia sido suficiente para fechar o mês.
Esse percentual caiu para 34% na pesquisa mais recente. Segundo Lucinda, a queda da inflação e a redução da taxa de juros podem ajudar a explicar essa recuperação parcial.
Por outro lado, o percentual de pessoas que conseguiram guardar dinheiro subiu de 31,5% para 36%, enquanto os que pagaram todas as contas sem sobra passaram de 28,1% para 30%.
Ainda assim, ao somar aqueles que ficaram no negativo com os que apenas zeraram as contas, chega-se a 64% dos entrevistados — um universo expressivo.
“Não ter dinheiro, não sobrar dinheiro no fim do mês, isso é um sinal muito negativo de insegurança financeira, de falta de possibilidade de mudança”, afirmou a analista.