O Banco de Brasília (BRB) tornou-se alvo de crescente preocupação entre governadores e prefeitos em razão do elevado volume de depósitos judiciais custodiados pela instituição.
Segundo o analista de Economia Fernando Nakagawa, ao Bastidores CNN desta quarta-feira (26), o banco sempre foi um destino tradicional para esse tipo de recurso, mas o aumento expressivo registrado nos últimos meses chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“Depósito judicial é quando há algum litígio na Justiça do Poder Público com alguma empresa ou pessoas, os depósitos são feitos em um banco, público normalmente, sob o olhar da Justiça, já que se trata de um dinheiro que está sendo disputado”, explicou Nakagawa.
Recomendamos para você
Análise: Ações de Israel no Líbano fragilizam Estados Unidos
Analista aponta que ofensiva israelense pressiona o Irã a defender aliados e expõe limites da infl...
Publicado em 2026-05-26 18:28:08
Buscas por Mariah Carey crescem após anúncio de show temático no Brasil
Cantora fará dois shows no país em novembro, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro...
Publicado em 2026-05-26 18:08:16
Análise: Direitos dos trabalhadores são preservados com fim da escala 6×1
Débora Oliveira explica que direitos como 13º salário, FGTS e férias são mantidos, mas impacto ...
Publicado em 2026-05-26 13:12:40O banco receptor pode utilizar esses recursos enquanto aguarda a decisão judicial, sendo obrigado a devolvê-los quando houver sentença.
Os números revelam a dimensão do problema. Em junho de 2025, último dado divulgado oficialmente, o BRB registrava R$ 19 bilhões em depósitos judiciais. “Segundo o CNJ, esse valor já estaria em R$ 30 bilhões”, afirmou o analista.
Para efeito de comparação, Nakagawa destacou que a Caixa Econômica Federal possui atualmente R$ 150 bilhões em depósitos judiciais, enquanto o Banco do Brasil detém quase R$ 300 bilhões, embora ambas as instituições sejam significativamente maiores que o BRB.
“Esse dinheiro fica no BRB, é um dinheiro muito barato para o banco captar, quase zero custo, é um dinheiro que fica ali e o banco pode alocar onde achar melhor. Quando a Justiça decide, o banco precisa devolver esse dinheiro”, detalhou.
Diante do aumento repentino, o CNJ convocou os tribunais de justiça de cinco estados (Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Alagoas e Paraíba) para que se expliquem sobre o crescimento nos volumes depositados no Banco de Brasília.
O principal temor, segundo Nakagawa, é que, caso o BRB enfrente problemas de liquidez, tribunais, estados e prefeituras vinculados aos processos em andamento possam ter dificuldade de acessar os valores, mesmo em caso de decisão judicial favorável.