O confronto entre Brasil e Haiti dominou o debate no programa Convocação CNN, com os comentaristas Raul Moura, Michel Bastos e Henrique Marsalla sendo unânimes em um ponto: golear é obrigação, não opção. Apesar do amplo favoritismo brasileiro, o tom da análise foi de alerta e cobrança.
Michel Bastos foi direto ao avaliar o duelo. “Brasil com certeza ganha do Haiti, mas vai complicar”, afirmou, lembrando que o futebol atual não comporta mais adversários considerados fáceis. Para ele, a Seleção Brasileira vive um dos piores momentos técnicos de sua história recente, enquanto outras seleções avançam.
“A gente vê as outras seleções progredindo, avançando. Nós brasileiros temos que entender que isso não está nos favorecendo nem um pouco”, declarou.
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Raul Moura foi ainda mais enfático ao definir o que se espera da Seleção. “Não sei se vai ser goleada, mas tem que ser. É obrigação”, disse. Para ele, o Brasil não pode entrar em campo com qualquer outra perspectiva que não seja uma vitória elástica.
“Qualquer coisa que não seja uma goleada é um vexame”, completou, ressaltando que a equipe deve golear e, ainda assim, encarar o resultado como simples cumprimento de dever.
“Tem que golear e falar: fizemos a nossa obrigação, é isso que a gente tinha que fazer porque a gente é a Seleção Brasileira e eles são o Haiti, com todo respeito”, pontuou.
O resultado entre Escócia e Haiti também entrou na análise. Michel Bastos ponderou que o desempenho modesto da Escócia no confronto pode ter sido influenciado por uma postura equivocada de excesso de confiança.
“Vai que talvez a Escócia entrou um pouco com uma postura achando que, sendo o Haiti, seria vitória garantida”, avaliou. Segundo ele, a postura da Escócia diante do Brasil será completamente diferente, o que impede qualquer leitura precipitada sobre o nível do adversário haitiano com base naquele resultado.
O desempenho do Marrocos também foi citado como referência de evolução no futebol mundial. Michel Bastos destacou que, em determinado momento de uma partida recente, o time marroquino chegou a ter 70% de posse de bola.
“Quando você vê o primeiro tempo do Marrocos, é algo surreal”, afirmou, reforçando o argumento de que o futebol global evoluiu enquanto o Brasil, na visão dos comentaristas, permaneceu estagnado.