A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma operação para investigar eventuais irregularidades no rombo financeiro das Lojas Americanas. Segundo apuração da analista de Política Larissa Rodrigues, um detalhe específico acendeu o alerta das autoridades: o pedido da empresa para encerrar o processo de recuperação judicial, protocolado em março deste ano.
“O pedido para sair do processo de recuperação judicial da Americanas, que aconteceu em março, foi uma ‘pulguinha’, que acendeu um alerta dentro da Polícia Federal”, relatou Larissa ao Bastidores CNN desta quinta-feira, com base em suas fontes.
A partir desse pedido, a PF passou a investigar se, de fato, a empresa havia cumprido integralmente o plano de recuperação e se estaria em condições reais de encerrar o processo.
Recomendamos para você
Terremoto na Venezuela: como celulares conseguiram alertar usuários antes dos tremores
Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela Algumas pessoas na Venezuela receb...
Publicado em 2026-06-25 17:35:34
À CNN, Boulos nega “trauma” com saída de Jaques da liderança no Senado
Ministro vê decisão como "sóbria" e acredita que medida serve para senador focar na sua defesa...
Publicado em 2026-06-25 17:03:57
Chuvas em Alagoas: estado fica em alerta de perigo até sábado
Chuva no Agreste de Alagoas O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de c...
Publicado em 2026-06-25 16:14:00A varejista está em recuperação judicial desde 2023, na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No início de abril, a empresa protocolou um pedido solicitando o fim desse processo, afirmando ter cumprido 100% do plano de recuperação e que suas finanças já estariam regularizadas.
A investigação, portanto, busca determinar se o plano de recuperação foi seguido legalmente. A grande questão levantada pela Polícia Federal, de acordo com a analista, é se os dados informados no plano de recuperação podem ter sido adulterados, como foi em outras gestões.
Segundo as apurações, há indícios de que informações prestadas ao mercado financeiro podem ter sido falsificadas. “Estariam ali postando nos balanços informados de que teriam recebido algumas verbas que, de fato, não teriam existido“, explicou Larissa.
A investigação também apura se houve negociações irregulares com credores, supostamente influenciadas por acionistas que, mesmo sem atuar diretamente na empresa, ainda teriam poder de interferência no processo.
Larissa destacou que a maioria dos alvos da operação desta quinta-feira não atua nas Lojas Americanas atualmente, sendo a empresa gerida por uma nova equipe.
No entanto, a PF investiga se acionistas ligados à gestão anterior continuariam a influenciar o processo de recuperação judicial. Entre os alvos, foram identificados também gestores de instituições bancárias.