Agronegócio calcula perdas com tarifaço dos EUA e busca alternativas

Fernanda Pressinott, durante o CNN 360º, afirma que setores produtivos avaliam alternativas para minimizar os efeitos das novas tarifas

O agronegócio brasileiro vive um momento de incerteza e cálculo estratégico após a confirmação do tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. De acordo com a analista de agro Fernanda Pressinott, durante o CNN 360º desta sexta-feira (17), ainda não é possível estimar com precisão o total das perdas financeiras.

"O governo já anunciou que vai ajudar essas empresas e a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou R$ 130 milhões para ajudar com que essas empresas visitem outros países e façam novas negociações para buscar novos mercados", afirmou Pressinott.

Embora a balança comercial do agronegócio como um todo não tenha sido gravemente abalada, alguns segmentos específicos enfrentam perspectivas preocupantes.

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A analista apontou que empresas que exportam açúcar orgânico estão entre as mais ameaçadas. O setor de tabaco também desponta como um dos mais vulneráveis.

"10% das exportações de fumo vão para os Estados Unidos", destacou a analista. Segundo ela, a situação desse setor até poderia resultar em demissões.

Plano de diversificação da Apex

Laudemir Miller, presidente da Apex, confirmou que a agência trabalhará em uma estratégia de diversificação de mercados, com foco especial na União Europeia.

"Nós reservamos R$ 130 milhões, que nós vamos trabalhar junto com as nossas 57 entidades do setor privado com as quais temos parcerias", afirmou Miller. Segundo ele, os detalhes do plano devem ser divulgados nos primeiros dias de agosto.

Miller também detalhou a distribuição geográfica dos impactos. Do total de US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras afetadas pelas novas tarifas, US$ 3 bilhões são provenientes de São Paulo, o que representa mais de 20% do total exportado pelo estado.

Santa Catarina tem 68% de suas exportações para os Estados Unidos impactadas pelo novo tarifaço. "52% do total do impacto desse tarifaço está em São Paulo e Santa Catarina", destacou o presidente da Apex.

Setor químico

Além do agronegócio, o setor químico estima um gasto extra de US$ 66 milhões neste ano em decorrência das novas tarifas.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, o aumento potencial de custos já deve produzir efeitos até o final de 2026.

Entre os produtos mais afetados estão tintas, fibras têxteis, sabão e produtos de perfumaria. Em valores, as isenções devem abranger entre 64% e 71% das vendas brasileiras aos Estados Unidos.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/agronegocio-calcula-perdas-com-tarifaco-dos-eua-e-busca-alternativas/