Com crescimento de 6% no último trimestre e mais de 48 milhões de passageiros no ano passado, a Motiva Aeroportos, que administra 17 terminais no país, projeta que os aeroportos devem se tornar “cidades aeroportuárias” em breve.
Entre os terminais administrados estão: Curitiba, Belo Horizonte, Pelotas, Bagé, Uruguaiana, Foz do Iguaçu, Imperatriz, Joinville, Londrina, Navegantes, Petrolina e Teresina.
À CNN, a diretora de Aeroportos Brasil, Monique Henriques, disse que o avanço comercial nos aeroportos é consequência da evolução da gestão aeroportuária e do aumento do fluxo de passageiros.
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Publicado em 2026-05-27 10:52:23“A área de real estate é relativamente nova. A gente está quebrando paradigmas ainda nesse mercado, porque o mercado também não estava acostumado com o que é um contrato dentro de um sítio aeroportuário”, afirmou.
Para ela, diferentemente dos Estados Unidos, o mercado aéreo brasileiro tem “grande espaço” para expansão.
“Quando a gente olhar para frente, aí para os próximos 10 anos, o mercado de aviação de passageiros tem muita oportunidade ainda de crescimento no Brasil. Se a gente for olhar viagens por habitante, a gente tem 1/5 de movimento de passageiros por habitante do que tem os EUA”, disse à CNN.
Em Goiânia, por exemplo, a concessionária assinou recentemente um contrato para a implantação de uma casa de shows dentro do complexo do Aeroporto Santa Genoveva.
“É algo novo que facilita para o cliente, ou seja, quem quiser eventualmente pegar um show, descer no aeroporto e ir direto para casa de show. Ajuda também para os artistas que acabam usando. No caso de Goiânia, a gente tem um forte tráfego de aviação executiva, então tem muitos artistas que utilizam. Então ter uma casa de show, ela também facilita, inclusive para esses artistas que chegam através do aeroporto de Goiânia”, comentou.
Além de Goiânia, em Belo Horizonte, foi inaugurado recentemente o primeiro hotel indoor do país, dentro do sistema aeroportuário de Confins.
Já no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, a concessionária aposta na operação de um galpão logístico, sendo o maior da região Sul e o quinto maior do país.
Como mostrou a CNN, a “caça” por novos empreendimentos foi intensificada com um novo programa, instituído pelo Ministério de Portos e Aeroportos em setembro do ano passado, que facilitou o estabelecimento de contratos com vigência superior à da própria concessão do terminal aeroportuário.
Para a ABR Aeroportos do Brasil, associação que reúne as operadoras de 59 terminais, o setor vive o início de um novo ciclo de investimentos em “real estate”.
“É um cenário positivo para a promoção dos aeroportos e das companhias aéreas, e indutor do desenvolvimento das cidades”, diz o CEO da entidade, Fábio Rogério Carvalho.
Segundo a Motiva, hoje a receita comercial representa cerca de um terço do faturamento com o negócio aeroportuário — dois terços vêm das tarifas.
Para a executiva, a tendência é que o ambiente regulatório e comercial dos aeroportos fique mais flexível nos próximos anos, acelerando ainda mais novos investimentos, com a expectativa de crescimento do setor aeronáutico entre entre 1 e 1,5 acima do PIB nos próximos 10 anos.