MPF aciona Justiça para que o Albert Einstein reserve 55% das vagas de residência médica para cotas, conforme regra do Ministério da Saúde. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

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O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação civil pública na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo para solicitar que o Hospital Israelita Albert Einstein implemente a política de cotas. O pedido visa que a instituição abra editais complementares no processo seletivo de residência médica de 2026. O órgão afirma que o hospital tem imunidade tributária e precisa retribuir o benefício à sociedade.

A Sociedade Israelita Albert Einstein alega usar recursos próprios na residência e requer autonomia administrativa para organizar o próprio processo seletivo. O MPF defende que haja uma reserva de vagas com os seguintes critérios: 30% para negros; 10% para pessoas com deficiência; 5% para indígenas; 5% para quilombolas; 5% para transexuais.

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O Einstein é reconhecido por sua excelência em vários tratamentos de doenças, mas para o câncer da política identitária não há cura fácil. Trata-se de uma ideologia nefasta que vem se infiltrando na sociedade há décadas por meio do aparelhamento esquerdista. O Ministério Público não está impune. A mentalidade coletivista e marxista predomina.

Essa ação do MPF é tão absurda que sequer deveria ser debatida. Mas, infelizmente, essa tem sido a regra em nosso país. A ideologia esquerdista é sempre colocada acima do mérito, e uma legião de oportunistas encontra nisso uma carreira

Do ponto de vista jurídico, a defesa do hospital é robusta. Nas informações encaminhadas ao procedimento do MPF, a instituição argumentou que seus programas de residência médica são financiados com recursos próprios e que, portanto, não haveria obrigação legal específica para a reserva de vagas. O Einstein afirmou ainda que os programas de residência não mantêm vínculo com os projetos do Proadi-SUS, e sim com as normas editadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Esse órgão teria tornado as cotas facultativas ao não estabelecer critérios objetivos para estruturá-las nos processos seletivos.

Mas a ação movida pelo MPF denota um problema mais profundo no país dos coitadinhos: a rebelião contra a excelência, a revolta contra o mérito. Enquanto a esquerda não destruir tudo aquilo que presta no Brasil, ela não vai sossegar.

Quando alguém busca um médico, a última coisa a ser questionada é a cor da pele, a origem indígena ou a preferência sexual. O que se procura é a capacidade, o talento. Como alguém que passou recentemente por um pesado tratamento contra um câncer agressivo, posso atestar que sequer entrou na minha lista de prioridades quais características identitárias meus médicos possuíam. Em tempo: os dois principais, meu oncologista e minha médica do transplante de medula, são brasileiros trabalhando na Universidade de Miami. Eles não chegaram aqui por cotas.

Imagina alguém pegar um voo e perguntar, antes de mais nada, se o piloto é cotista e se a empresa aérea “devolveu” à sociedade os benefícios recebidos pelo Estado. Creio que absolutamente ninguém, nem mesmo um esquerdista, queira pilotos de avião com base na “justiça social”, não é mesmo?

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Essa ideologia perversa vinha avançando com tudo nos Estados Unidos também, mas o presidente Donald Trump declarou guerra a ela. Logo no começo de sua nova gestão, lembrou que existem apenas dois gêneros, vetou homens em esportes femininos e instituiu a volta da meritocracia na esfera federal, inclusive e principalmente nas forças militares. Afinal, na hora de enfrentar terroristas islâmicos ou russos e chineses, a última coisa que importa é se há transexuais o suficiente nas forças armadas!

Essa ação do MPF é tão absurda que sequer deveria ser debatida. Mas, infelizmente, essa tem sido a regra em nosso país. A ideologia esquerdista é sempre colocada acima do mérito, e uma legião de oportunistas encontra nisso uma carreira que independe dos talentos individuais.

Para ser mais justo, ao menos deveria ter a seguinte regra: os esquerdistas defensores de cotas serão atendidos pelos médicos cotistas, enquanto os demais serão atendidos pelos médicos que se formaram sem depender de critérios identitários. Na prática isso é inviável, claro. E por isso a esquerda pode seguir com sua hipocrisia: a turma socialista que “adora” o SUS sempre busca a excelência do Einstein ou do Sírio Libanês, enquanto os inocentes úteis que votam neles se lascam nas mãos dos incompetentes.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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